A Orquestra de Mato Grosso

Eu falo da Orquestra de Mato Grosso com propriedade e até com certa vaidade, por ter a amizade pessoal do Leandro Carvalho e por ser uma fã incondicional do trabalho sério e arrojado desses jovens talentosos, cujo início do trabalho presenciei no ano de 2005.
Escrevo hoje como uma mulher que aprecia de fato a música erudita, que ouve Bach, desde muito tempo, que ouve Tocata e Fuga para realmente fugir do mundo real para o mundo lúdico que esse ambiente clássico proporciona, conheço a belíssima Missa da Coroação, peça de Mozart.
Ao assistir a apresentação da Orquestra mais uma vez hoje a noite, reportei-me a anos atrás quando organizei a inauguração de uma pequena sala no anexo do restaurante popular, no antigo prédio da Prosol, um espaço cedido pelo governo do Estado; ali o Maestro iniciava efetivamente seu trabalho artístico e institucional, passando a contar com o apoio do Governo para a realização de seus projetos culturais.
Depois veio-me a memória a visita do então Ministro Gilberto Gil a Cuiabá, quase exclusivamente para conhecer o projeto do querido amigo Leandro Carvalho. Acompanhei o Ministro ao Bairro Dom Aquino para conhecer o projeto “Ponto de Cultura” patrocinado, na época, pelo Ministério da Cultura e era visível o encantamento, sobretudo do músico Gilberto Gil com as crianças que se apresentaram, apoiadas também pelo projeto Ciranda, coordenado por Leandro Carvalho.
Eu, que também tenho orgulho de dizer que conheço e bem meu Estado, posso imaginar o significa para o povo de um pequeno município de Mato Grosso, receber a Orquestra para seus concertos didáticos e deliciar-se de seu repertório, mesmo num ambiente improvisado e público sem conhecimento de musica erudita.
Deve ser um momento mágico, os olhos grudados ora nos músicos ora nos instrumentos e na dança elegante do Maestro regendo. É um sincronismo de pura elegância e profissionalismo.
Há ainda que destacar-se o respeito do Maestro Leandro Carvalho pelos ritmos e instrumentos da nossa terra, por haver integrado a viola de cocho, símbolo da nossa cultura aos instrumentos tradicionais da orquestra.
Hoje convidei Vinícius, meu neto de 06 anos para o concerto. A principio um certo desconforto na poltrona, depois, olhinhos grudados na figura do Maestro, de quem já ouviu muito em casa, mesmo assim, meio desapontado me pergunta por que Leandro não toca nenhum instrumento e também porque não tem guitarra na orquestra. Explicamos. E pouco depois, já estava ele a imitar o movimento dos braços do premiado Maestro Leandro Carvalho e a aplaudi-lo.
Do camarim voltou para casa segurando cuidadosamente um DVD autografado. Naturalmente mais um fã.

Diálogo com o Estado

Em Benjamin Constant, a liberdade deve prevalescer até mesmo perante a igualdade.
Nada deveria impedir o homem de expressar-se livremente. Constant ditava as regras para uma sociedade que se desenhava com pensamento político e teorias econômicas liberais, sem nenhuma restrição ao lucro, à propriedade, ao desenvolvimento e sobretudo, sem nenhum pudor de viver plenamente livre, sem tiranias e sem o terror das revoluções.
O Estado tirânico, de mãos pesadas e preconceituoso deveria sair de cena para dar lugar ao processo de participação e libertação da apatia política e da alienação.
Constant faz crer que a falta de medo abre as perspectivas de organização e de diálogo e o diálogo permanente e a proximidade do cidadão com o Estado, torna-o comprometido com o bem estar da sua comunidade. A politica e o pensamento liberal de Constant criava um sistema concebido para diminuir o fosso que separava o poder da sociedade de massa. Essa sociedade sairia de um momento de apatia politica para dar contribuição sem alienação
( federalismo ).
A politica e o pensamento liberal em si, segundo Benjamin Constant abriria para a participação efetiva do cidadão nos acontecimentos politicos sem medo da repressão, sem a igualdade, como forma de limitar a liberdade de uns. A liberdade seria concebida para ser vivida por todos, mesmo que em muitos momentos, sob os olhos vigilantes do Estado.

Coisas que levei anos para aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou
empregado, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com
você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas. .

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. Na maioria
das vezes quem está te olhando também não sabe!

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca. (Deus deu 24 horas
em cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em
fazer hora-extra!) .

5. Não confunda sua carreira com sua vida. Aprenda a fazer escolhas!.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e
um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a
raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa
palavra seria ‘reuniões’. Onde ninguém se entende… Com exceção das
reuniões que acontecem nos botecos.

8. Há uma linha muito tênue entre ‘hobby’ e ‘doença mental’.

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador
construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

‘Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outr pessoa morra.’

Luiz Fernando Veríssimo