Um homem não pode decidir pelo outro

Conjecturas políticas tentam antecipar o futuro, vislumbrar um horizonte ainda distante e sem cenário definido. Mas um homem não pode decidir pelo outro, então, melhor esperar.

Ao falar de política melhor seria abandonar os “achismos”, a leitura precipitada de dados não verificados e estudar, comparar, investigar e ainda conferir o resultado que se obtém de um determinado fato político. Competência seria analisar os fatos com os atores ali colocados na real conjuntura do momento, considerando que os cenários hoje prováveis são passíveis de reviravoltas inimagináveis.

Essa dinâmica de conceituar o que não se vê, de apostar no resultado de um jogo que sequer tem seus jogadores escalados é prematura e recheada de ilações, devaneios políticos e paixões. Mas novamente a ciência assombra! Quem pesquisou o que? quem analisou o perfil dos grupos políticos que ora agem em bloco e noutra, mudam de lado? quem ouviu o que pensa o povo? E onde está o povo, que afinal é quem vai decidir quem conduzir ao poder ou reprovar nas urnas?

O povo sábiamente não saiu ainda aos seus portões para discutir política porque tem o “timming” certo. E esse silencio ainda não preocupa. O povo tem a seu favor a realidade da sua cidade, da sua comunidade, da sua rua e na hora certa traz à tona promessas não cumpridas, indiferença e abandono.

Entre o político e o povo não deveria haver intermediários, o relacionamento deveria ser recíproco e as decisões políticas deveriam estar repletas de atitudes concretas, de solidariedade e confiança mútua como se estabelece nos períodos eleitorais. Porque quando ocorre quebra de confiança, o povo reage, naquela máxima de que só quem precisa do poder publico é capaz de ver quando se abusa do poder.

Politica e eleições não deveriam ser a expressão de vontades e vaidades pessoais e os fatos fazem crer que o problema são os grupos políticos onde os homens pensam individualmente e precisam apresentar projeto coletivo. Não há como agregar valores tão distintos, posições políticas que não são discutidas à exaustão, não há como compor com homens que não aprenderam a ceder. Essa dinâmica deveria ser forte e perceptível a olho nú, mas não é. Deveria ser uma prática, uma realidade, porquanto os assuntos de governo são importantes, demandam tempo e continuidade.

Portanto, nesse universo que deveria ser coletivo, mas de fato, é individual, o resultado da equação politica está nas mãos de um só homem – Governador Blairo Maggi; que agora com o advento da copa em Cuiabá prova que seu prestígio pessoal realmente transcende o universo da política.

Ainda mais influente, melhor seria não ouvir os gritos dos inescrupulosos, dos sem ética, dos afoitos. Melhor prestar atenção no silencio daqueles que ainda não transpuseram seus portões!

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