A escolha

Os amigos que me libertam do paradigma de que estar bem é ter alguém;
Eu tenho a mente e o coração livres porque preciso desse espaço para existir por inteira. Não saberia ser a metade de outra pessoa. É assim que minha consciência opera, dentro de uma lógica própria.
Já quis ir com alguém, quis que alguém ficasse, mas essa vontade é efêmera. Espero passar. Sou eu amadurecida, responsabilizando apenas a mim mesma pela minha felicidade!

A desordem da minha natureza

Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem de minha natureza.
Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio.
Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do Zodíaco.
(Gabriel Garcia Marquez, Memórias de Minhas Putas Tristes – Pg. 74)

A natureza da felicidade

Perguntei aos amigos qual seria então, o ingrediente que lhes proporcionaria felicidade e as variadas respostas e expectativas deixaram evidente que esse segredo é perseguido por todos e na maioria das vezes, a sensação é de que é algo inatingível…um sonho buscado, que chega para lá toda vez que estamos encostando nele.
Na receita de todos, há o amor como elemento de fundo. Parece que não há felicidade sem o outro, sem estar vivendo uma relação de amor. Não sei, pensei que, comodamente estariam transferindo a outro a responsabilidade por suas próprias felicidades. A felicidade estampava na página com citações simbólicas, como: ser feliz é aproveitar cada momento da vida, que a felicidade é um caminho e não destino.
A felicidade pode ser um raio que atravessa a noite, deixa um clarão e se vai. Uma borboleta que voa no vento, as vezes alto, depois mais baixo.
A felicidade é o estado de espírito que contagia sem explicação, que abre e fecha o sentidos num piscar cúmplice. Minha felicidade está em mim mesma, sem mistérios, sem culpas ou amores doídos . Minha felicidade é essa estrada imensa que se abre em forma de possibilidades ou sonhos!
Uma forma espontânea de felicidade vem da natureza. O brilho do sol, uma estrela que risca o céu, furtiva e insinuante, a chuva que deságua brava e lava o chão e a alma. Animais que correm soltos, driblando seus predadores. A beleza ímpar do rio, cuja água nunca passa duas vezes no mesmo lugar, a imensidão do mar, onde as dores se perdem e as almas se acham.
A natureza me traz felicidade, singular!

Blood in the Mobile

Injustiça, Pobreza e Ignorancia sao condições básicas para o desenrrolar desse enredo sangrento, onde os interesses financeiros estão acima do bem estar do ser humano. Mas será que são essas pessoas vistas como seres humanos? O documentario é forte demais, mas todos nós, que temos celular, deveríamos assistir e refletir sobre nossa consciencia diante desses fatos gritantes de exploração. Aqui no caso, cita-se a Nokia, mas imagina os métodos utilizados pelos concorrentes. Escorre sangue quando falamos ao telefone!