Troca de alianças na ponta da espada

ca19057eeb3f500b9260e3f1e3492cca--s-wedding-wedding-vintagePara os espartanos, no século VII aC, o casamento era o único meio de produzir guerreiros. Homens fisicamente mais fracos procuravam mulheres mais fortes para possibilitar o nascimento de guerreiros vigorosos. O povo Viking realizava seus casamentos ao ar livre em uma sexta-feira, num tributo a “Frigg”, a deusa do casamento. O ritual envolvia a troca de espadas entre as família. A esposa mantinha a espada ancestral de seu marido até que seu filho primogênito atingisse a idade de lutar.

As alianças eram trocadas na ponta das espadas e os juramentos, trocados sobre a ponta da espada do noivo. No ano de 1.400, na Rússia, antes do casamento, num ritual íntimo, a noiva recebia um banho e um pouco da água era guardada para o marido beber após a cerimônia de casamento.

A celebração do casamento turco dura vários dias e a noiva retorna a casa dos pais no dia seguinte a celebração para rever a família e os amigos. Sobre o vestido branco de seda, a noiva usa uma capa de veludo vermelho. Noivas gregas usavam véus amarelos ou vermelhos, que representavam o fogo. Estes véus coloridos eram supostamente para proteger as noivas dos maus espíritos e demônios.

Nos Emirados Emirados Árabes, as autoridades encorajam jovens casais a contrair matrimônio com ajuda financeira, emprego e até apoio psicológico. A França contribuiu com os aspectos da etiqueta e ar solene que caracterizam a cerimônia de casamento, o vestido branco, o uso do bouquet e os toques de sino.

Sábado passado inacreditáveis 1.610 casais desfilaram pela passarela vermelha estendida ao lado do estádio de Sinop, para terem suas bodas celebradas no melhor estilo do que prega a etiqueta francesa, Entraram ao som da tradicional Marcha Nupcial de Mendelssohn, executada pela Orquestra Jovem de Mato Grosso. Ouvia-se história de casais que estão juntos há tanto tempo que os filhos também já constituiram famílias e todos, pais e filhos, procuravam naquele ato legalizarem as suas uniões. Embora no Código Civil Brasileiro, no artigo que trata da união estável, diz que a mesma “é reconhecida como entidade familiar entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”.

Apesar dos avanços e dos direitos comuns, com ou sem união formal, o casamento continua sendo a base para a maioria das famílias e a idade média do primeiro casamento tem subido continuamente; as noivas com idade média de 31 anos e os noivos com 34,3. A mesma estatística apresenta o fato de que as uniões não formalizadas tendem a terminar mais cedo que as uniões concebidas através do juiz de paz e de benção religiosa.

Algumas preocupações sociais que rondam os casamentos são apontadas num relatório da ONU, como sendo, a formação da família, respeito a cultura do outro, divisão de tarefas, condições mínimas de garantir saúde, educação, moradia e respeito as leis e regras de convivência. Mas uma nuvem negra paira sobre a instituição do casamento em muitos países. Há aproximadamente 60 milhões de crianças noivas no mundo, com idades que variam de 7 a 14 anos. Isso equivale ao raciocínio matemático de que a cada 3 segundos uma criança é prometida em casamento.

Há agências especializadas em programa de aconselhamento pré-nupcial, propondo estratégias para manter o relacionamento saudável e vencer os desafios, incluindo a gerência de dinheiro e relação com parentes.

Contradizendo o espírito festivo e semblantes felizes que presenciamos, Michel de Montaigne, filósofo francês disse que: “O casamento é como uma gaiola “encantada”, vê-se as aves fora desesperadas para entrar, e as que estão dentro igualmente desesperadas para sair.”

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