Outubro Rosa

Em virtude dos dados alarmantes e prognóstico ruim quanto as ocorrências de casos de câncer de mama, surgiu a idéia da campanha “Outubro Rosa – Mulher Consciente na Luta Conta o Câncer de Mama”. O movimento que se iniciou mundialmente em 1992, no mês de outubro, traz diversos monumentos e principais pontos das cidades mais importantes do mundo, como Sidney e Rio de Janeiro com iluminação cor-de-rosa para alertar as mulheres sobre a importância dos exames preventivos contra o câncer de mama. Em Mato Grosso, a Igreja do Bom Despacho, a Praça Alencastro também ficaram rosa num movimento orquestrado pelo MTMama – Amigos do Peito.

Em todo o mundo, esse conceito de iluminação global foi criado para atrair ainda mais atenção para a causa da prevenção do câncer de mama. A fita rosa onipresente nas lapelas emite sinal claro de engajamento. Esse movimento tem combinado as mais diversas mídias sociais para compartilhar uma mensagem com todas as mulheres: o diagnóstico precoce salva vidas!

A explosão do movimento rosa não é apenas para trazer a público números devastadores, mas sobretudo para promover a consciência da detecção precoce. A campanha do mês de outubro é o símbolo de uma visão otimista para a cura. Espera-se que, ao chamar a atenção para a doença, novas pesquisa e tratamentos possam surgir e levar o doente a viver mais tempo.

A campanha, que deve ser estendida ao ano todo é um lembrete que há esperança quando fazemos a prevenção e mantemos a disposição de discutir o câncer não mais a portas fechadas. Liderar uma campanha em seu círculo de amigos, sua família, seu escritório, igreja e no bairro, incentivar ou encorajar os outros a assumir a doença, falar dela, enfrentá-la. Ao assumir esta responsabilidade você está incentivando outros a fazerem o mesmo.

O câncer de mama é uma das maiores causas de mortes entre as mulheres, embora 95% das incidências, podem ser curadas, se descobertas no começo, razão pela qual, as campanhas deflagradas, agora, muito mais preventivas, estão encorajando mães, tias e avós a marcarem consultas e a continuarem com a prática caseira do auto-exame.

No contexto global, de acordo com a Organização Mundial de Saúde são diagnosticados cerca de 12,4 milhões de novos casos de cancer a cada ano no mundo. A entidade estima que em 2020, esse número subirá para mais 15 milhões, ultrapassando as doenças cardíacas como a principal causa de morte no mundo. Nos Estados Unidos 250 mil mulheres foram diagnosticadas com câncer no ano de 2010 e 25% delas provavelmente morrerão. Em contraponto a esse quadro, o câncer é uma das doenças crônicas com maior potencial de cura e, mesmo nos casos em que não são curáveis, pode-se aumentar o tempo de sobrevida ou melhorar a qualidade de vida do paciente.

De acordo com o INCA, no Brasil, as estimativas para o ano de 2011, apontam para a ocorrência de 489.270 casos novos de câncer. Os tipos mais incidentes, são câncer de pele do tipo não melanoma, de próstata e de pulmão no sexo masculino e os cânceres de mama e do colo do útero no sexo feminino, acompanhando o mesmo perfil observado em toda América Latina.

O câncer de mama é uma doença que já provocou cerca de 7 milhões de morte no mundo, sendo cerca de 10 mil por ano Brasil, além disso, 25 milhões de mulheres no mundo inteiro receberão o diagnóstico de câncer de mama nos próximos 25 anos. Segundo a Dra. Maira Caleffi presidente da FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama), os números de mulheres diagnosticadas irá triplicar até 2030, principalmente nos países subdesenvolvidos.

Em parceria com a FEMAMA, pesquisa Datafolha aponta que apenas 17% das mulheres entrevistadas procuraram algum especialista devido a suspeita da doença e que 6% citaram a ultra-sonografia e toque do médico como únicos exames realizados. Mais de 31% das mulheres nunca fez a mamografia, especialmente as que dependem do sistema publico de saúde, afirma a Dra. Maira Caleffi.
A fragilidade do sistema público de saúde fica evidente em uma pesquisa realizada pela BBECAM (Grupo Brasileiro de Estudos do Câncer de Mama ), onde a diferença entre o diagnóstico feito em hospitais públicos e privados é grande; 36% das mulheres atendidas nas unidades públicas, ao serem diagnosticadas, apresentam tumor em estágio avançando, contra apenas 16% das particulares.

Que a onda rosa que coloriu o mês de outubro tenha deixado alguma marca e nos ensinado que o simples ato de nos tocar pode salvar a nossa vida. O ex- presidente Lula, que recentemente reclamava de incômodo na garganta e rouquidão, foi diagnosticado com câncer na laringe, sexta-feira passada.

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