Mato Grosso está longe de ser uma grande fazenda

O ano de 2012 desponta cercado de previsões catastróficas, entre as quais o imaginário alinhamento de planetas que causaria uma reversão no campo magnético da terra, tempestades solares e a devastação da vida. A Nasa assegura que não há alinhamento planetário previsto durante o solstício de inverno em 2012. Nosso planeta tem se saído bem por mais de 4 bilhões de anos e os cientistas não sabem de nenhuma ameaça associada a dezembro do próximo ano. Então esta fábula está relacionada com um dos ciclos do calendário maia; o solstício de inverno de 2012 – daí a data do fim do mundo estar prevista para acontecer em 21 de dezembro, embora todo dezembro, a Terra e o Sol se alinham com o centro aproximado da Via Láctea e isso é um evento anual de nenhuma conseqüência.

Quanto ao nosso Mato Grosso, as previsões são extremamente otimistas, sobretudo com a recente divulgação que o Brasil alcançou o posto de sexta economia do mundo. O otimismo fica por conta de dois renomados palestrantes, o ex Ministro Dr. Mangabeira Unger, professor titular  de direito e filosofia da Universidade de Harvard e o economista e Ricardo Amorim,  economista e apresentador do programa Manhattan Connection. Formado pela USP e pós graduado em Administração e Finanças pela ESSEC de Paris, estamos realmente . Assisti as palestras de ambos no decorrer do ano e agora   parece-me oportuno traçar um paralelo entre a exposição de um e do outro e revelar as palavras encorajadoras que ouvi com referencia ao estado, nossa produção e condição no contexto do crescimento nacional.

Ricardo Amorim vê Mato Grosso se beneficiando da nova ordem econômica mundial, onde a demanda de prioridades gira em torno de alimento e biocombustível. Mato Grosso se destaca na produção de carne, algodão e soja e está garantindo espaço nos setores de maior crescimento no PIB e nos setores que aumentaram a oferta de emprego, agropecuária, comércio varejista e construção. A vocação exportadora de Mato Grosso esbarra ainda na questão da logística, que está sendo amplamente discutida e busca-se investidores para o desenvolvimento do setor.

O Dr. Mangabeira Unger defende a tese que os Estados do Centro Oeste devem equacionar rapidamente seus próprios gargalos, pois será a região que vai construir o modelo de desenvolvimento a ser seguido pelo Brasil. Devemos ampliar as oportunidades para o trabalhador aprender e assim podermos transformar as oportunidades no motor do desenvolvimento regional, sem deixar para trás a preocupação social. Ou seja, nosso desafio agora seria democratizar as oportunidades e os instrumentos da produção.

A atividade agropecuária que lidera nossa atividade econômica, segundo os dois palestrantes, não deve ser vista apenas como uma atividade rica que serve para financiar outros setores. É na agricultura que surge as novas formas de produção, que mais tarde se  generalizam para outros setores. Assim como o Brasil tem uma posição mundial fortalecida pela agricultura, Mato Grosso deve executar projetos que utilizem todas as nossas potencialidades, esse projeto deve inclusive, superar os contrastes ideológicos que ainda dividem a agricultura empresarial e a familiar.

Novamente esbarramos no paradigma de construir um moderno sistema de logistica para escoar a produção dos grãos.  Mangabeira Unger sugere que devemos superar nossa dependencia de produtos importados, que oneram substacialmente nossa produção. Exibiu dados de pesquisadores afirmando que há recursos naturais abundantes aqui, como fosfato, potássio e outros. A agricultura deve existir de forma una e a agricultura familiar deve então, ganhar contornos e atributos da agricultura empresarial, sem contudo, perder seu compromisso com a democratização das propriedades.

Mato Grosso deve investir pesado na industrialização dos bens produzidos aqui.  Longe de ser uma grande fazenda, Mato Grosso contribuiria para consolidação  de uma classe média rural forte e vibrante, com a produção dobrada, sem derrubar uma só árvore. Iniciativas propostas que dependem muito de apoio institucional dos governos, da reorganização dos sistemas de transmissão de conhecimento e de cooperação técnica. Mato Grosso aparece bem como um lugar procurado pelos investidores nacionais e internacionais, tem avançado consideravelmente na utilização de práticas ambientais sustentáveis e marcha no sentido de liderar essa revolução regional.

Além de excessivo o consumo reforça as desigualdades

O mundo não é feito apenas de números e preços. Ele é composto de outros fatores importantes como as pessoas e as fontes de recursos, costuma alertar aos alunos o professor titular da faculdade de Economia de São Paulo –FEA USP, Ricardo Abramovay.

Considerado o maior estudo já realizado para traçar o perfil do novo consumidor global, a TNS Gallup, pesquisou 26 países, entre eles o Brasil, questionando a ordem da demanda do consumidor, suas decisões sobre determinados produtos e as razões pelas quais se migra para uma marca ou outra e o que, de fato afeta a escolha dos consumidores. O estudo oferece uma visão que permite às empresas compreender as percepções dos clientes e o engajamento dos mesmos nas questões climáticas e a utilização dos recursos naturais de forma consciente. Será que está surgindo aí um novo consumidor que se relaciona com marcas globais, tem atitude aberta com relação a ecologia e busca informação ao escolher determinado produto ou serviço?

O consumidor brasileiro descobriu a internet. Otimista com o pequeno aumento do poder aquisitivo, 20% dos consumidores brasileiros declararam já haver feito compras na internet. O consumo não precisa ser voraz, a palavra de ordem é consumir de forma consciente, evitar filas intermináveis, engarrafamentos, locais abarrotados de gente, falta de tempo para verificar os melhores preços. Fuja da regra que impera no período de natal, onde os gastos são, via de regra, descontrolados, há desperdício de tudo. Pensa no funcionamento de toda cadeia produtiva para fazer chegar as lojas o seu presente, por exemplo, maior extração de matéria natural, maior consumo de energia, aumento de lixo, emissão de gases na atmosfera.

A natureza sofre por todos os lados e vale lembrar que a humanidade já consome 50% a mais do que o planeta consegue repor e absorver de danos. O brasileiro Instituto Akatu e o Instituto americano Worldwatch, lançaram uma versão do relatório “Estado do Mundo – 2010”, um documento que retrata as questões ambientais, sobretudo sob o ponto de vista do consumo predador. O estudo enfatiza o dado que apenas um sexto da população do planeta consome 78% de toda a produção mundial.

Segundo dados do relatório, na última década, a humanidade aumentou seu consumo de bens e serviços em 28%, com a carga pesando nos veículos, computadores e telefones celulares. Para produzir tantos bens, é preciso usar cada vez mais recursos naturais.
Além de excessivo, o consumo é desigual. Os 65 países com maior renda, que somam 16% da população mundial, foram responsáveis por 78% dos gastos em bens e serviços.

Os americanos, que detém 5% da população mundial, abocanharam uma fatia de 32% do consumo global. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas. Atualmente já somos sete bilhões. A pior notícia é que a partir de agora, nem mesmo mantendo um padrão de consumo médio, será possível atender igualmente todos os habitantes do planeta. A conclusão do relatório não deixa dúvidas: sem uma mudança cultural que valorize a sustentabilidade e não o consumismo, não haverá esforços governamentais ou avanços tecnológicos capazes de salvar a humanidade dos riscos ambientais e de mudanças climáticas.

O Instituto Akatu inovou ao ligar sem rodeios o consumo e a sustentabilidade do planeta, mais fortemente ameaçado por conta das crises consumistas do final do ano. Eis aqui a uma série de medidas elencadas que podem frear o ímpeto do consumo irresponsável:

1ª – Planeje os gastos. Antes de sair às compras, estipule um valor limite e respeite-o.
2ª – Convide com antecedência. Se você pretende convidar familiares ou amigos para a ceia faça-o com antecedência. Busque confirmação para comprar produtos na medida e evitar desperdícios.
3ª – Faça a lista de produtos. Mesmo que tenha recurso disponível, resista aos novos itens atraentes que podem aparecer.
4ª – Compare preços sempre. A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) sempre alerta para a variação dos preços dos produtos durante as datas festivas. Pesquise e compare preços.
5ª – Compre pela internet. Na média, os produtos comprados via internet são até 15% mais baratos, e a maioria das lojas entrega em até dez dias, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. Além de economizar dinheiro, você economiza combustível. Um veículo a menos poluindo.
6ª – Elimine aos poucos os itens da lista. Aproveite o caminho de volta para casa depois do trabalho e compre os produtos listados. Você contribui para diminuir o trânsito e a superlotação das regiões comerciais nos dias que antecedem o Natal.
7ª – Não tenha vergonha de pechinchar. Na hora de compra, principalmente se pagar a vista e em dinheiro, não deixe de pedir desconto.
8ª – Escolha seu presente agora e compre depois. O varejo nem sempre consegue acabar com os estoques do Natal e, em geral, depois do dia 25, fazem descontos que podem achegar a metade dos preços dos produtos.

Bem, Feliz Natal e boas compras com responsabilidade!

Ninguém se sente ouvido

O bem mais precioso que você pode oferecer a alguém é sua atenção. Nem sempre queremos alguém para nos dar conselhos, as vezes precisamos de alguém que queira nos ouvir. Fartos das pessoas dizendo o que devemos fazer, ouvimos vozes vindas de todas as direções. A escuta ativa é quando você está ouvindo para saber mais sobre alguém, que é diferente da escuta defensiva, que ocorre quando você está apenas à espera de sua vez de rebater o que você ouviu. Aprender a ouvir a si mesmo dessa maneira é igualmente revelador. A essência do nosso eu mais profundo está no espaço entre o que falamos e no silêncio a que raramente se presta atenção.
Nossa comunicação está escorregando para uma escuta defensiva, cheia de medo e silêncio desconfortável. Ninguém se sente ouvido. Na verdade a forma mais poderosa em que podemos testemunhar o nosso amor é quando podemos parar de fazer tudo e concentrar toda a nossa atenção sobre a pessoa que está falando. Ouvir não só para que alguém veja, mas para que a pessoa sinta que por trás de suas palavras há sabedoria do coração, da mente e do saber. Ouvir também é um ato de curiosidade e exige atenção total ao momento em que você está compartilhando com alguém.
Quanto mais você praticar ouvir ativamente, mais evidente se torna que as palavras realmente não descrevem as coisas tão bem. Dar atenção integral às pessoas que você ama lhe dá a chance de se conectar de uma maneira que apenas falar não consegue. Há nessa escuta o poder de um silêncio amoroso, que dá as pessoas que se preocupam a chance de descobrir o que está dentro delas.
Cultivando esta escuta curiosa em seus relacionamentos é um dos mais poderosos meios para transformá-la porque o julgamento é substituído pela empatia e unifica a experiência de quem fala e quem ouve de tal forma que conecta os nossos ouvidos ao nosso coração.Falhas de comunicação ocorrem frequentemente no trabalho e em nossos relacionamentos pessoais, sobretudo devido a pressa com que nos comunicamos. E os efeitos da má comunicação pode ser muito prejudicial. O problema pode ser devido a pessoa não se manifestar ou não ouvir atentamente. Se você soa apressado e distraído quando você diz algo, as pessoas podem pensar que você não está interessado ou se sentir ofendidas, porque parece que elas não são importantes para você. Se você nao pode ouvir uma pessoa, diga isso a ela, mas abra uma janela para que ela possa falar com você mais tarde.
Não alimente suposições falsas sobre alguém ou sobre alguma coisa. Ouça as pessoas. Seja acessível para que as pessoas se sintam confortáveis dirigindo-se à você para pedir esclarecimentos. Pratique a escuta ativa.
Eu acho que as pessoas precisam ter mais tempo com as pessoas. Todos devemos desacelerar e tornar a comunicação mais fácil e mais eficiente, abrindo sempre uma nova página de escuta e tolerancia. Nem sempre precisamos emitir nossa propria opinião, as pessoas gostam de serem ouvidas sem interrupção. E esteja certo de que um bom ouvinte também rouba a cena.
Imagine um mundo onde as pessoas realmente ouçam um ao outro, ao invés de apenas esperar que as outras pessoas parem de falar para que eles possam dar sua opinião.
E você domina bem uma conversa ou você deixa que outras pessoas falem também? Há uma grande quantidade de pessoas que gostam de falar sobre si, sobre o que eles fizeram e sobre o que eles não fizeram,sobre sua saúde, idéias, etc. As pessoas que falam demais sobre si mesma assume o egoísmo, ao esquecerem-se que a conversa é uma atividade de mão dupla. Se estamos dispostos e capazes a ouvir os outros, nós ganhamos muito:
– Vamos ser mais apreciado pelas pessoas com quem falamos,
– Ampliaremos nossos pontos de vista e perspectivas,
– Vamos ter relacionamentos mais harmoniosos,
– Ouvir desenvolve a paciência ea tolerância,
– Ouvir as pessoas vai nos ajudar a entendê-las e as suas necessidades,
Próxima vez que você conversar com alguém, tente ouvir mais. Deixe a outra pessoa falar. Você pode aceitar ou não suas idéias, você pode não gostar de algumas críticas, mas sendo paciente, tolerante e um bom ouvinte você vai ganhar mais amigos, melhorar seus relacionamentos, e obter idéias mais úteis e dicas práticas que podem ajudar você de muitas maneiras.
Ouvir bem, é um poderoso meio de influência tanto quanto falar bem.
Não interrompa alguém que está falando. Ouça com atenção. Mantenha a mente aberta e o ouvido paciente para detectar se o que estão falando é proveniente do coração ou a cabeça, para poder ler nas entrelinhas, se você acha que eles podem estar tentando lhe dizer algo mais . Pare o que você está fazendo. Não há nada mais frustrante do que tentar se comunicar com alguém que está grudado no telefone, que sequer se preocupa em dar-lhe a sua total atenção .Ouça não simplesmente as palavras, visualize a situação, ou uma
cena ou pessoa que está sendo descrito para você.
No estudo de Jane Pettit sobre “Melhorar suas habilidades de escuta”, feito para órgão associado de desenvolvimento de pessoal para o Desenvolvimento de Recursos Humanos, ela observou que enquanto falamos a uma taxa de cerca de 125 palavras por minuto, podemos pensar e ouvir quatro vezes essa taxa.
O que é preciso para se tornar um bom ouvinte? Eis aí um trabalho duro.
Pettit explica que ouvir não é nada fácil. Temos que tentar constantemente manter o foco. Pettit observou que com toda a justiça a alguém que quer falar com você, você deve decidir se você quer ouvir. Nem sempre você tem que ouvir só porque alguém está falando, mas “as vezes basta ser o colo que acolhe, a palavra que conforta e o silencio que respeita.” (Cora Coralina).

Terra – o Planeta genoroso

    Não há dúvidas de que o Planeta Terra tem sido um Planeta generoso. Tudo o que os humanos precisam para sobreviver e prosperar tem sido naturalmente providenciado; alimentos, água, plantas medicinais, materiais para construção de abrigo, e até o clima e esses presentes são chamados pelos cientistas de serviços ecossistêmicos. No momento atual da vida estamos tão desconectados do mundo natural que é, às vezes, conveniente esquecermos que a natureza permanece generosa como sempre, mesmo quando maltratada.
O aumento tecnológico e industrial pode ter nos distanciado superficialmente da natureza, mas não tem mudado nossa dependência do mundo natural: a maioria dos bens que usamos e consumimos diariamente são produtos resultados de múltiplas interações depois de extraídos da natureza, e muitas destas interações estão em perigo. Além de bens físicos, o mundo natural providencia embora menos perceptível, presentes como a beleza, arte e espiritualidade. A natureza tem nos dado sem cobrar nada em troca. Não há no mundo substância física que humanos possam precisar mais do que água potável: sem água podemos sobreviver por apenas alguns dias. Enquanto a poluição e o desperdício ameaçam várias fontes de água potável do mundo. Ecossistemas saudáveis de água fresca – bacias hidrográficas, pantanais e florestas limpam naturalmente a poluição da água.
De acordo com pesquisas, quanto maior a biodiversidade no ecossistema, a água será purificada mais rápida e de forma mais eficiente. Várias plantas precisam de outras espécies para mover as sementes da planta-mãe para um novo solo. As sementes são espalhadas por uma variedade incrível de “trabalhadores”: pássaros, morcegos, roedores, elefantes, antas, e até peixes, como prova a recente descoberta de pesquisadores. Dispersão de sementes é especialmente importante em florestas tropicais onde a maioria das plantas dependem de animais para se mover. Quase todas as pragas têm inimigos naturais. A perda, ou mesmo diminuição dos predadores que naturalmente se alimentam de pragas pode ter impactos massivos na agricultura e no ecossistema. O chão sob nossos pés importa mais do que costumamos pensar. Solo fértil e saudável proporciona ótimos lares para plantas, enquanto promovem uma série de ciclos naturais: da reciclagem dos nutrientes à purificação da água. Embora o solo seja renovável, ele também é sensível ao uso excessivo e degradação, que são geralmente causados pela agricultura industrial, poluição e fertilizantes. Vegetação natural e qualidade de solo também atenua o excesso de erosão, que pode ter impactos dramáticos da perda das terras agrícolas e litorais que podem simplesmente desaparecer dentro do mar. Além de tudo isso natureza é nosso mais grandioso armário de medicamentos: até à data de hoje, ela tem provido a humanidade com uma infinidade de medicamentos que salvam vidas.
Não há dúvidas de que medicamentos adicionalmente importantes ainda dormem inexplorados no ecossistema mundial. Na verdade, pesquisadores estimam que menos de 1% das espécies conhecidas mundialmente têm sido completamente inspecionadas por seus valores medicinais. No entanto os ecossistemas que têm oferecido algumas das drogas mais importantes e promissoras do mundo são as florestas tropicais, pântanos e recifes de corais. Portanto preservar ecossistemas e espécies hoje pode beneficiar e mesmo salvar milhões de vidas. Mas além de fazer o mundo um lugar menos solitário, menos chato, e mais bonito – razões admiráveis por si mesmas -, muitos dos serviços proporcionados pela biodiversidade são similares àquelas providenciadas por toda a natureza. Biodiversidade produz alimentos, fibras, produtos de madeira, limpa a água, controla pragas na agricultura e dispersa as plantas do mundo, e providencia recreações de contemplação. E o mundo natural ajuda a regular o clima da Terra. Um estudo recente descobriu que a floresta Amazônica atua como sua própria biorreatora, produzindo nuvens e precipitações através da abundância dos materiais vegetais na floresta. Na costumeira tensão entre a economia e o ambiente, por exemplo, um fator é geralmente negligenciado: o meio ambiente sustenta toda a economia ambiental. Sem solo fértil, água potável, florestas saudáveis e clima estável, a economia do mundo enfrentaria desastres.
Ao pôr em perigo o meio ambiente, nós comprometemos a economia também. Há que se levar em conta o relacionamento da natureza com a espiritualidade humana. Na maioria das religiões do mundo, o mundo natural é devidamente reverenciado. Na Cristandade, o paraíso terrestre existia em um jardim, enquanto Noé . Budistas acreditam que todo tipo de vida é sagrada e merece compaixão. Para os Hindus cada pedaço da natureza é relacionada a uma divindade. Os muçulmanos acreditam que o mundo foi criado por Alá e foi dado aos humanos somente como um presente para ser mantido em confiança.
Culturas Indígenas do mundo inteiro celebram a natureza como se fosse sua mãe. Enfim, para entender melhor a importancia real da natureza para o espírito humano, basta passar um tempo a sós, contemplando a imensidão da vida natural. Na verdade ninguém precisa ser religioso para entender a importância da natureza para o espírito humano. Porém a partir do momento, que o ser humano se conscientizar da importância de suas atitudes para o equilíbrio da natureza, estaremos construindo um mundo melhor e em sinergia com o generoso planeta.