A natureza do amor

 O amor desempenha um papel enorme e inevitável em nossas culturas. Discute-se o amor no filme, na música, na novela, de forma séria e densa, ou com certa ironia. É um assunto constante no amadurecimento de nossas vidas, com um tom vibrante. Dia 14 de fevereiro ocorre a celebração do amor quase no mundo inteiro. Isto remonta aos tempos antigos, quando as pessoas pagavam honras ao deus romano da fertilidade. Outras lendas envolvem o nome de Saint Valentine ou Valentinus. Em algumas teorias ele aparece como sendo um padre que fazia casamentos escondidos do Imperador Romano Claudius II, que preferia que seus guerreiros fossem homens sem famílias.

     A natureza do amor tem sido, desde o tempo dos gregos, um esteio na filosofia, produzindo teorias que vão desde a concepção materialista, em que se vê o amor como um fenômeno puramente físico, um desejo ou elemento genético que determina nosso comportamento, até as teorias do amor intensamente espiritual. O tratamento filosófico transcende uma variedade de explicações. Muitas vezes, em formatos de declarações ou argumentos sobre o amor e sua natureza e papel na vida das pessoas.

     O amor deve transcender o desejo sexual e a aparência física? Como podemos conhecê-lo, compreendê-lo a ponto de fazer declarações sobre o que sentimos pelo outro? Novamente, ele é retratado intimamente ligado às emoções. Mas seria ele uma condição puramente emocional? Sócrates argumentava que vislumbramos o amor, porém sua verdadeira essência pode não ser compreendida por todos.

     Outro ponto de vista seria que, aqueles que não o sentem ou nunca o experimentaram, são incapazes de compreender a grandeza do amor e, por isso, sentem apenas desejo físico. Isso porque o sentimento seria para os que possuem as faculdades mais elevadas. Para viver o amor romântico é necessário adentrar-se em outras esferas. Ele é considerado um estágio mais elevado do que a atração sexual ou física por si só. 

     Um estudo importante, realizado por John e Julie Gottman sobre relacionamentos, constatou que os casais que apresentaram sinais mais evidentes de amor e felicidade são aqueles que nutrem grande amizade um pelo outro. Numa relação amorosa, a amizade permite que cada um seja conhecido como um indivíduo. Sentir que seu parceiro está interessado em conhecer você e dedicar-se a conhecê-lo melhor, faz com que o amor seja mantido vivo e a chama da paixão permaneça forte.

     Um casal alimenta a amizade quando trava conversas interessantes e íntimas, porém simples. Basta perguntar ao seu parceiro como ele está se sentindo para criar um diálogo e construir a ligação emocional. Afinal, no relacionamento, cada um deve trazer mais do que o sexo para a vida do outro. A vida a dois deve ser recheada de momentos de diversão, aventura, conversa, carinho e apoio. A conexão deve dar-se em vários níveis. Isso vai aprofundar a natureza do amor dentro do relacionamento. Segundo o estudo dos Gottman, quando os rituais de conexão amorosa são bem feitos num relacionamento, ajudam os casais a celebrarem seus vínculos e ficarem juntos apesar de todos os tipos de provações.

     Em todos os textos prevalece a idéia do amor romântico, que na versão de Aristóteles, faz duas pessoas encontrarem no outro a alma das virtudes. O amor, ainda segundo Aristóteles, é algo exclusivo, porque seria um excesso de sentimentos que se revela numa só pessoa.

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