Descobrindo o Brasil

O Brasil que é a sexta economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, França e Brasil, é o quinto maior país do mundo em extensão territorial e conforme dados do Censo Demográfico de 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui 190.755.799 habitantes, o que faz do país a quinta nação mais populosa do planeta, ficando atrás apenas da China, Índia, Estados Unidos e Indonésia, respectivamente.

Bem, o Brasil é o Brasil – um país imenso e único, povoado em sua maioria por brancos, depois pardos e pretos e 817 mil pessoas se auto declararam indígenas.

O Brasil, um país de muitos contrastes e matizes diversas, único país que fala Português em um hemisfério de vizinhos de língua espanhola, o que não é fácil de explicar sobre um país que é fácil de apreciar e de amar.

Nosso território já era habitado por uma grande população de índios, que viviam segundo suas próprias organizações e tradições, quando os portugueses desembarcaram aqui em 22 de abril de 1500. Porém até agora o Brasil não foi totalmente descoberto, há ainda um território vasto e misterioso a ser descoberto. Apresentam no exterior uma imagem ainda distorcida de um belo país, que é um refúgio para o futebol, corrupção, violência, samba, liberdade e carnaval.

A situação estável do Brasil político atrai investidores e sua democracia duramente conquistada também fornece aos investidores estrangeiros a garantia que não haverá por aqui nenhuma revolução popular. As ditaduras militares não vingaram no Brasil e o poder civil foi retomado em 1985.
O desenvolvimento veio de certa forma rápido. O país já tem um automóvel para cada cinco brasileiros, embora em várias cidades já têm menos de dois habitantes por veículo, como ocorre na Alemanha e Estados Unidos. Segundo a pesquisa o número de veículos em circulação no País cresce em ritmo muito superior ao da população.

O Brasil atingiu a marca de 210,5 milhões de assinantes de telefonia celular em março deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O Brasil tem hoje 137 mil milionários e cerca de 30 bilionários. O cálculo é da revista americana Forbes, que avisa: essa tendência deve continuar por pelo menos mais três anos. No mapa dos mais ricos, estão Rio e São Paulo, com 70% deles.

Em meio ao crescimento populacional e econômico, alguns dados revelados pelo próprio IBGE nos remete a uma realidade desanimadora. Há ainda 14,1 milhões de analfabetos no País, a maioria homens ainda jovens, que moram na Região Nordeste, mais de 7 milhões de crianças trabalham no Brasil quando deveriam estar nas salas de aulas.

A violência apresenta números escabrosos divulgados pelo Departamento Penitenciário Nacional – DEPEN , 513.802 brasileiros estão presos, com um número de presos 69% superior ao número de vagas existentes nos estabelecimentos penais do país. Daí o círculo vicioso da superlotação e da não recuperação do preso. E por que estão presos? Bem no Brasil, 137 pessoas são assassinadas por dia.

O Brasil tem inacreditáveis 16,2 milhões de pessoas vivendo em condições de pobreza extrema, segundo dados do Censo 2010 divulgados pelo IBGE. Para que uma pessoa esteja enquadrada no conceito de pobreza extrema, ela deve ter renda mensal de até R$ 70 por mês ou pouco mais de R$ 2 por dia.

Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer se quer realmente melhorar seus padrões sociais de vida. Eu não sei se a colocação como sexta maior economia do mundo ajuda além da questão de orgulho. Acometidos ainda por problemas básicos como a má distribuição de renda e injustiças sociais, a maioria dos brasileiros parece fazer vista grossa para seus milhões de pessoas famintas, que são escondidas nos arredores das grandes cidades.

Gente que gosto

Eu gosto de gente de cara lavada, coração limpo, sorriso generoso.
De gente que não inventa, não acusa, não desiste, que tenta e luta para superar as dificuldades.
Eu gosto de gente diz o que sente, que sabe ganhar e esperar.
Eu gosto de gente que não é perfeita,
que atenua os defeitos e que sabe somar amor com desamor, frieza com dor.
Eu gosto de gente que não teme o mau humor da segunda-feira,
porque sabe que o sorriso está esperando para brilhar!

Quanto vale o seu voto?

James Madison – quarto presidente dos Estados Unidos e uma das muitas mãos e cérebros que escreveram a Constituição Americana, pontuou certa vez que as pessoas devem ter virtude e inteligência para selecionar homens de virtude e sabedoria para governar. Disse que se não há virtude entre nós, estamos numa situação miserável, porque não se pode supor que qualquer forma de governo vai garantir a liberdade ou a felicidade, sem governantes virtuosos. A virtude e inteligência deverão ser exercidas por quem seleciona esses homens, a virtude deve estar sobretudo nos homens da comunidade. Então, a questão não é simplesmente confiar nos políticos, mas sim, confiar nas pessoas que estão a escolhê-los. A principal utilidade do voto moderno está na possibilidade de coagir um regime a perder em favor de uma crescente onda de escândalos, de violência e de travessuras políticas ou econômicas.
Considerando o argumento de que a liberdade inspira as pessoas a votar em quem elas querem, não seria necessário gastar tanto dinheiro em campanhas para persuadi-las. Hoje, mesmo com a evolução indiscutível dos sistemas de controle, ainda é simplesmente impossível regular gastos de campanhas e as contribuições efetivamente recebidas de forma minimamente coerente.
Eu não devo vender meu voto pelo maior lance porque seria isso o mesmo que despir-me do mais elementar direito político e da minha liberdade. A rendição dos meus direitos e liberdades em prol do dinheiro seria definitivamente terrível para o status de alguém considerado um cidadão livre. Vender o voto é algo como qualquer outra prática ou operação entre sistemas corrompidos. Como encarar as pessoas de frente, confrontá-las sobre qualquer assunto, se elas sabem que você pode ser comprado a qualquer preço?
Mas essa prática é tão real, na sua gama de resultados onde os ricos, principalmente, mas não necessariamente sempre vencem. Eu acho que faria mais sentido manter o dinheiro fora da política, embora isso seja complicado e nem um pouco atraente para as campanhas.
Porém o que há de atraente a respeito da posição de gastar o quanto quiser e economizar para comprar votos clandestinamente?
Quem venderia o voto? Os eleitores pobres, as pessoas mais carentes e que iriam vender por um preço insignificante para o candidato. Os eleitores mais pobres se unidos, poderiam ter grande influencia para mudar a sociedade em seu favor, porque eles podem balançar o sistema político, expressando seus valores. Ao subverter a ordem e venderem seus votos, reduzem sua influencia social em troca de uma ilusão de favorecimento financeiro.
Argumento que o voto não é só um direito, mas é também uma tutela. Você tem o voto não para avançar nos próprios interesses privados, mas a fim de avançar ao encontro do bem público. O eleitor deve esforçar-se para situar o que é bem público e ter boa fé para votar, porque dentro desse raciocínio, vender o voto é alienar um bem público para fins privados.
Gastar dinheiro em publicidade para convencer os outros a votarem no entanto, não se qualificaria como corrupção, mas o dinheiro gasto nas campanhas eleitorais contudo, é uma forma extremamente ineficiente e velada de compra de votos. Meu voto não tem preço, tem um padrão. Prove ser um homem honesto, que acredita na democracia e nos direitos humanos e nas lutas cotidianas em defesa desses conceitos que embora imprescindíveis, são frequentemente violados. Eu voto baseada nos princípios morais, valores éticos, voto nos trabalhadores incansáveis , em homens valentes e entusiasmados diante das adversidades. Homens que com ousadia transformam atrasos em inovações. Voto no homem, que mesmo asfixiado pelo orçamento, trabalha em benefício do povo, independente de toda e qualquer condição política e social.
E você, quanto acha que vale seu voto?