O Natal é um estado de espírito

“Fica sempre, um pouco de perfume
Nas mãos que oferecem rosas
Nas mãos que sabem ser generosas”

Então é Natal! Temporada de férias, compras, comida e troca de presentes. Por que não dar um passo para trás em busca do verdadeiro espírito de Natal, para examinar o que é tudo isso, o que representa ainda esse tempo repleto de histórias de nascimento, de fé e de músicas tristes? O Natal é bem mais que um feriado, é certo. È uma estação, mas de consumo exageradamente fútil que movimenta bilhões, que se direcionado a ações sociais minimizaria a miséria de 48% da população mundial que ainda vive com apenas R$ 4,00 por dia e produziria um impacto positivo sem precedentes na história do mundo.

Li um depoimento escrito pelo presidente da Covenant House, a maior rede de caridade nas américas, que ajuda crianças e jovens traficados, viciados, abandonados nas ruas à toda sorte de violência. O senhor Kevin Ryan, dirige essa instituição, que atende anualmente 56.000 crianças de rua nos Estados Unidos, Canadá, México, Nicarágua , Honduras e Guatemala, dando-lhes amor e apoio para que eles tenham um pouco de conforto, comida e roupas limpas enquanto não encontram seus verdadeiros destinos fora das ruas.

Na véspera do Natal de 2010, a Casa Aliança reuniu os familiares, os doadores e todo pessoal do abrigo para a confraternização. Voluntários da comunidade tocavam violão quando uma sombra apareceu do lado de fora da janela, e lá permaneceu imóvel. Era uma figura encapuzada e curvada, que os observava. O Sr. Kevin saiu do círculo dos amigos para ver quem estava lá e deparou-se com um menino, de 14 ou 15 anos de idade, ele tinha olheiras e parecia faminto e cansado. Era Jeremias. Convidado a entrar, hesitou e perguntou quanto teria que pagar para comer algo lá dentro. Com bondade foi tomado pelas mãos e aproximado da mesa farta, onde nada lhe seria cobrado. O jovem explicou que conseguiu juntar pouco dinheiro, só tinha 26 dolares dos quais não poderia dispor.

Entrou, sentou-se à mesa, comeu, ouviu música, foi abraçado, ganhou presentes. Contou sua história da mãe morta pelo câncer, o irmão entregue a uma família, que ele nunca mais viu. Lembrou de muitos natais passados com a mãe cantando-lhes canções. Só no mundo, vivendo de esperança nas ruas, ele estava vivendo uma noite de natal irreal.

Mais tarde, em plena festa, pelo telefone o Sr. Ryan é avisado que a unidade da instituição de caridade em Nova Jersey havia sido roubada naquele instante. Quebraram a janela de trás e levaram todos os presentes que estavam guardados para as crianças. Estarrecido contou a todos o que havia acontecido na outra casa de caridade. Jeremias levantou-se rápido, espantado. Ele abriu a carteira e tirou os 26 doláres e disse: “Eles precisam mais do que eu agora.” Desde então, os amigos chamam Ryan de “Ryan Crying” (Ryan chorão) e não é difícil entender a razão.
Bem disse o comediante Bob Hope, sem fazer graça: “Se você não tiver nenhuma caridade no seu coração, você tem o pior tipo de problema cardíaco”.

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