Eu tenho um sonho…

O Presidente dos Estados Unidos Barack Obama iniciou seu segundo mandato ontem, fazendo o juramento com as mãos sobre a bíblia que pertenceu ao reverendo Martin Luther King, que é homenageado em todo país na terceira segunda-feira de janeiro.
Martin Luther King Jr. nasceu em 15 de janeiro de 1929, filho e neto de pastores religiosos, por isso não surpreende que ele tenha se tornado um pastor também. Luther King tornou-se o líder dos movimentos de direitos civis e uma das pessoas mais influentes que a América já produziu.
Luther King nasceu e cresceu no sul segregado e com apenas 15 anos foi direto para a Faculdade de Atlanta, graduou-se em Sociologia. Quis continuar os estudos e mudou-se para a Pensilvânia para estudar Teologia. No seminário, ele estudou os ensinamentos do líder espiritual indiano Mohandas Gandhi, que advertia contra a eficácia da violência como uma forma de promover a mudança social. Em 1955 terminou o doutorado na Universidade de Boston.
O processo de integração entre negros e brancos estava acontecendo de forma lenta e traumática nos Estados Unidos e uma das grandes preocupações de Luther King era unificar as pessoas de ambos os lados, independente da raça, através da resistência pacífica. Ele defendeu a causa de direitos iguais para todos e insistiu nas marchas de protestos não violentos para chamar a atenção para a segregação, para que as pessoas percebessem que eram todas iguais e que os direitos humanos básicos deveriam ser concedidos a todos, sem distinção de cor da pele ou nacionalidade.
Ainda muito jovem, aos 30 anos, começou a levar multidões para as marchas por todo o país; como orador inspirado e inflamado foi capaz de se conectar com os cidadãos pretos e brancos.
Com um doutorado na mão, Luther King era um líder espiritual que queria avançar na causa dos direitos civis, sem uso da violência. Incitou então, o boicote aos ônibus americanos, onde aos negros cabia a parte traseira do veículo. O espírito do boicote de Montgomery, começou com a recusa de Rosa Parks em sentar-se na parte de trás do ônibus, durou mais de um ano, até que a Suprema Corte decidiu que as leis que exigiam a segregação nos ônibus eram ilegais.
Durante o boicote viu-se a exposição da figura do líder carismático e determinado. Luther King foi preso mais de vinte vezes e também foi alvo de violência e ameaças contra sua vida. Em uma de suas prisões, ele escreveu uma carta pública onde descreveu suas crenças e reafirmou a esperança no futuro da América igualitária. Foi eleito presidente de uma das principais organizações de direitos civis dos Estados Unidos em 1957, ano em que o Congresso aprovou a nova Lei de Direitos Civis. Um de seus melhores momentos foi o pronunciamento do famoso discurso que ele fez em Washington, em 1963, quando comandou uma marcha com mais de 250.000 pessoas e entre outras belas frases, disse: “Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes dos donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade”.
Em 1964, aos 35 anos, tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz. No discurso de agradecimento anunciou que iria entregar todo o dinheiro que recebeu junto com o prêmio para ajudar a avançar o movimento dos direitos civis nos Estado Unidos. Tão famoso como era, Martin Luther King Jr. estava sempre envolvido numa manifestação ou marcha pela ampliação dos direitos civis. Dia 04 de abril de 1968, viajou para o que seria sua última marcha de protesto; uma reunião em solidariedade à greve dos trabalhadores da coleta de lixo em Memphis, Tennessee. Foi morto a tiros.
Sua mensagem de não-violência foi ouvida por todos os lados. Sua esperança de viver em uma América sem distinção de cores parece um avanço real e talvez não existisse Barack Obama presidente se não fosse a luta do líder negro Martin Luther King.

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