O mundo físico e o mundo do invisível

 Os seres humanos têm se envolvido em um debate entre natureza versus criação, um dilema com tom de destino versus livre arbítrio. O questionamento agora é se você é a pessoa que é porque nasceu assim, ou por causa do ambiente em que você foi criado.

   A ciência que estudaria exclusivamente o mundo físico, baseado nas gravações, medições e observações entra agora na compreensão do mundo invisível, da metafísica e das crenças. O doutor Bruce Lipton é uma autoridade internacionalmente reconhecida na ponte entre a ciência e o espírito, um biólogo celular por formação, autor do livro “A Biologia da Crença”, sobre as suas observações das pequenas coisas na vida e nas células e o efeito que os pensamentos, como energia, têm sobre nosso bem-estar geral. Ele desconstrói a crença que o gene e o DNA controlam o corpo, ao contrário, diz ele, o DNA é controlado por sinais exteriores, por mensagens energéticas emanadas do pensamento. O trabalho do doutor Lipton é sobre as interligações entre a energia de nossas crenças e o comportamento surpreendente das células.

   A ideia de que as células são extremamente inteligentes na realização de tarefas complexas não é um fato recém-descoberto, embora haja a crença quase religiosa de que somos programados pelo DNA, que seria o código para o nosso comportamento físico e mental. E essa crença tem nos mantido em posição de vítimas de coisas sobre as quais achamos que não temos controle, vítimas da hereditariedade de comportamento e doenças como câncer, diabetes, obesidade e outras doenças. O que o estudo do doutor Bruce comprova é que isso não é bem verdade. Diz ele que somos nós os dirigentes da nossa própria criação, que precisamos aprender a emitir sinais claros para a nossa mente, porque nosso cérebro é o regente de uma orquestra com 50 trilhões de células, prontas para entrar em ação assim que acionadas.

   Ao nos sentirmos inseguros e ameaçados, tendemos a deixar tal sentimento dominar nossa mente e, então, imagina 50 trilhões de células saudáveis recebendo a comunicação de que estão sendo ameaçadas. Portanto, cuidado, ao sentir raiva, você libera uma química diferente no sangue e essa alteração, muda o destino das células. Essa alteração depende da maneira como respondemos ao meio em que vivemos, da maneira como nosso cérebro percebe o que acontece e processa essa informação. É a partir daí que nossa mente ordena a liberação da química que controla o comportamento e a genética das células.

   Não somos reféns do DNA. No estudo, o DNA é uma espécie de servo das células e não o rei, o caminho do coração é um servo de todos os órgãos, mas é o cérebro que domina o controle de todas as atividades do corpo e da mente. Apesar de termos ouvido por mais de 50 anos que os genes controlam nossas vidas, é nosso cérebro que controla os genes e num passeio sobre a evolução da espécie humana, fica a afirmação de que a maneira como percebemos o mundo, nossas crenças cotidianas podem, sim, afetar nossa saúde.

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