Não somos anjos

“Nem mesmo o homem mais bondoso consegue ficar em paz, se isso não agrada ao seu vizinho mau”. (Friedrich Schiller, filósofo alemão)

É fundamental ao homem, afastar-se sempre que possível da opinião da multidão. Nas decisões pessoais não devemos agir como em eleição, onde a maioria vence. A vida feliz consiste em agir de acordo com a razão natural e isso significa até deixar florescer o combate entre o vício, o excesso e a virtude.
Embora não seja fácil para o homem pensar ou agir contrário às leis da lógica, chega um momento em que o ideal é parar de viver seguindo as regras estipuladas por outros homens. Falar do indivíduo é falar de interesses e ambições. Os homens agem em torno de seus privilégios, mesmo quando expõem bondade demais. Não creio que haja nada de errado em ser bom com as pessoas, se isso é feito espontaneamente e não apenas para agradar, para arrancar elogios, para redimir-se de culpas passadas ou se você negligencia sua própria vida.
Pode parecer absurdo, mas algumas pessoas ao nosso redor são boas para os outros porque isso faz com que se sintam superiores e melhora a posição social. Para os sérios, no entanto, ser bom é um modo de vida altruísta e útil, onde o importante, é estar disponível para os amigos e família cada vez que precisarem, não esquecendo nunca de suas próprias vida, seus próprios gostos, desgostos e um conjunto de coisas que todos precisamos e queremos fazer todos os dias.
Devemos nos propor a dar passos além do que estabelece a norma para os seres humanos notáveis, quebrar o modelo do que deveríamos ser e ser quem queremos, deixando a semente do ser extraordinário para outro fazer o plantio. Assimile a diferença entre ser bom ,ser agradável, ser bonzinho e opte pelo seu próprio bem, priorize as coisas em sua vida e não as mude só porque alguém entende que a ordem está invertida.
Em vez de ser sempre razoável, que tal alternar e ser um instigador da mudança? É exatamente isso o que a alma deseja: ser livre do confinamento, ser mais forte e independente do julgamento, pois há de haver sempre, pelo menos, duas estradas cruzando o nosso caminho e as vezes, devemos tomar o caminho menos percorrido e ver a diferença. O caminho menos percorrido pode ser o que liberta das amarras, dos limites.
A vida ensina que a pessoa boa não propaga seus dons, justamente porque é fácil percebe-los. Recuo quando me pedem para confiar, quando desfiam um rosário de qualidades, tais como; estou aqui só para ajudar, não minto, não traio, não falo mal.
Sinceramente? Somos homens, não somos anjos!

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