Uma longa caminhada até a liberdade

Dia 18 de julho próximo será o Dia Internacional de Nelson Mandela, data que também celebra os 95 anos de seu nascimento. Os líderes do movimento clamam os cidadãos a dedicarem 67 minutos para atos de caridade em suas comunidades. Faz 67 anos que Nelson Mandela devota a sua vida a lutar pela liberdade.

Atrás no tempo, em 1948, a África do Sul estabeleceu o regime da segregação racial em sua constituição. O objetivo era manter os brancos no controle do país, onde os negros não tinham direitos políticos, com a consagração da lei de separação e discriminação por raça no ambiente multicultural do século XX. Filho adotivo de um chefe tribal da etnia Xhosa, Nelson Mandela cresceu com um pé na cultura tradicional da sua tribo e o outro na realidade hostil de uma nação dominada pela discriminação racial. A carreira no direito acrescentou-lhe consciência política e Mandela envolveu-se ativamente na Liga da Juventude da ANC, liderando campanhas e desafiando as políticas discriminatórias do governo Sul-Africano.

Defendia sempre a resistência não-violenta contra o aparthied e nunca gabou-se de ser orador brilhante, tampouco um líder destemido. Como presidente do Congresso Nacional Africano, Mandela exerceu uma liderança moral guiada pelo sonho de ver a África do Sul unida. A luta contra o apartheid intensificou-se na década de 80 e em 1990-1991 a lei do apartheid foi revogada. Mandela, a figura-chave na história da derrota desse sistema perverso, foi eleito presidente em 1994.

Long Walk to Freedom (Longa Caminhada até a Liberdade) é a comovente autobiografia de Nelson Rolihlahla Mandela , um livro que começou a escrever escondido em 1974, já na prisão de Robben Island, onde conta a história extraordinária de sua vida, descreve o ritual de isolamento e cerimônias que marcaram a passagem da infância para a juventude. Ganhou uma bolsa de estudos em Londres, formou-se em direito para ser conselheiro do rei de sua tribo. Mas os anos turbulentos de conflitos raciais, levaram-no a várias prisões, banimento, até que em 1964 fora condenado, sentenciado a prisão perpétua e recolhido em Robben Island.

A cela onde lia-se “N Mandela 466/64” significava que Mandela era o 466º prisioneiro, admitido na ilha, no ano de 1964. Tinha 46 anos de idade, era considerado preso político e perigoso, pois poderia contaminar os outros com seu ideal de igualdade e liberdade. Ficou ali preso por 27 anos. Sabia desde o primeiro dia que cairia doente com algum mal pulmonar, porque a prisão, construída às pressas, tinha as paredes úmidas e pelo chão se formava poças de água durante a noite.

Aclamado como o maior líder moral e político do nosso tempo, desde Mahatma Gandhi, é um herói internacional cujas realizações rendeu-lhe o Prêmio Nobel da Paz de 1993. Aos 94 anos, hospitalizado desde 8 de junho, é acompanhado de perto por um de seus melhores amigos, o arcebispo emérito Desmond Tutu, que disse que mesmo terrivelmente doente, Mandela continua unindo a África do Sul, agora, em preces pelo seu restabelecimento e que o povo não deve lamentar-se, mas lembrar-se do mais precioso momento que Nelson Mandela proporcionou ao país: o reencontro do povo com a liberdade!

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