Aspectos populares das marcas globais

O consumo popular ganhou muitos adeptos com o advento da progressão da classe social de milhares de pessoas, assistidos ou não pelo governo, que entraram no universo do consumo. Houve um fortalecimento do poder de compra das classes C e D. Esses emergentes são a novidade econômica e social dos últimos tempos.
A sociedade atual é uma sociedade em que uma parcela das pessoas que compra bens e serviços vivencia a explosão do consumo, em geral, pela busca excessiva pelo prazer; o hedonismo – privilégio das classes mais altas. As elites consomem produtos de luxo, que tem certa áurea de sedução e que estão no topo da moda, na mídia, como símbolo de distinção social e como objeto de competição entre as classes. Além disso, a compra de produtos fabricados por empresas globais é o meio que permite os sujeitos vivenciarem, de fato, o processo da globalização em suas vidas.
Há um discurso moralizante que permeia o tema dos gastos dos setores de baixa renda, onde diz que os pobres devem gastar apenas com o que é necessário para sua sobrevivência, ou seja, eles devem apenas alimentar a prole, fugir do crediário, algo considerado moralmente incorreto. A pobreza, cujo conceito é relativo, não deixa de ser a situação em que o indivíduo não tem condições para assumir prestação alguma.
Os moradores da periferia se espelham nas elites e dentro de suas condições usam produtos pirateados, imitações de grifes famosas. A falsificação, no caso, confere uma democratização do consumo e estilo de vida. O povão, como muitos preferem ser chamados pode não ter dinheiro para comprar os mesmos produtos, mas pode dar-se ao luxo de usar o mesmo estilo de produto que os ricos exibem.
Algumas marcas tem sido objeto de desejo da classe rica e os produtos que fabricam são copiados e distribuídas no mundo inteiro. O produto do luxo torna-se acessível aos pobres. Não raro mulheres ricas compram itens falsificados e os exibem como legítimos nas altas rodas sociais, sem nenhum receio que alguém as reconheça como falsas. Afinal, o poder de quem usa uma bolsa Louis Vuitton é que a legitima como produto original ou falso. Tal produto é sumariamente taxada de falsificado quando usado por uma moradora da periferia. A questão da marca é o que predomina no imaginário popular. Para as pessoas é muito importante estar inserido no que representa o símbolo da marca. É importante carregar e compartilhar esse símbolo, não importa se o produto é verdadeiro, a marca é a mesma, o símbolo tem a mesma representação. O que interessa é estar socializado com o que dá prestigio e confere status. A ordem é consumir as marcas globais, trabalhar imensamente para trocar o dinheiro pela sensação de pertencer e se identificar com o mesmo universo.

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