O desenvolvimento aqui não é obra de ficção

Uma semana de viagens e reuniões importantes que serviram para reflexão sobre o muito que se diz por aí. É bom salientar que apesar de servir com absoluto senso ético ao governo, não faço assessoria caolha, não ignoro os fatos, mas os analiso adicionando também o que vejo, ouço e sobretudo sinto. O governo não é uma coisa desconectada de todas as outras. Uma ação quando efetivada, foi demandada, discutida e elaborada por entes governamentais e sociedade civil, principalmente. Nenhum projeto é elucubrado à escuridão, não são resultados de vontades arbitrárias, eles foram se desenvolvendo entre erros e acertos, de indivíduos e de governantes.
Numa distante cidade do interior um grupo de chineses trabalham no ritmo alucinante deles para realizar um trabalho, para o qual a empresa habilitou-se e ganhou a concorrência. São mais de cem homens construindo um linhão de energia. Ao conversar com alguns deles, desconfiados, disseram-me que estão encantados com o desenvolvimento da região, que estão sentindo-se bem à vontade com a comunidade local e que esperam que a empresa consiga novas frentes de trabalho, para que possam permanecer no Estado.
Havia viajado a outra cidade bem mais acima, onde encontramos um grupo de cinquenta haitianos trabalhando numa hidrelétrica, acolhidos num programa humanitário do governo, para que possam refazer suas vidas longe do país onde nasceram, que foi parcialmente destruído por terremoto em 2010 e o projeto de reconstrução tem se revelado um pesadelo. A maioria é muito jovem e alguns confessaram que pretendem construir suas vidas aqui em Mato Grosso, casando-se com alguém local.
Ao acompanhar por três dias o Embaixador da Bélgica no Brasil ouvimos um depoimento no mínimo saudável. Onde nós moradores de Cuiabá, estamos vendo o caos, ele viu o progresso, o desenvolvimento. Elogiou todas as intervenções que estão sendo feitas na cidade, visitadas em horário de pico, sem carro precursor abrindo-lhe a preferencial, porque vislumbra não apenas a melhoria no trânsito em poucos meses, mas porque pode enxergar à frente. Viu a correção definitiva de um problema que aflige todas as cidades grandes no mundo, a mobilidade urbana. E numa cidade próxima a Cuiabá, participou entusiasmado da inauguração de uma indústria belga de matéria prima para a fabricação de gelatinas. Ao discursar disse confiar na classificação dos “diabos vermelhos”, como é conhecida a seleção do país e que espera que venham jogar na Arena Pantanal, obra que também conheceu.
Na Arena Pantanal, onde a cobertura está avançando das pontas para o centro, nos reunimos com cerca de 600 empregados, que demonstraram a satisfação de estarem compondo esse quadro de homens que constroem o palco de um espetáculo mundial e grandioso. Eles foram beneficiados com a criação de uma comissão de empregados e sindicatos para atuar junto ao governo e empresa para que seus direitos sejam ampliados acima do que é previsto em lei. Alí novamente nos encontramos com haitianos. São mais de cento e vinte homens e mulheres, uma delas entregou-me um bilhete, com nome, número de telefone e um pedido: “peço ao governo de Mato Grosso, que não me deixe ir embora quando terminar a obra”. O pedido ganhou uma dimensão maior, quando a abordei e soube que ela ainda não fala português e que na noite anterior, utilizou ferramenta da internet para traduzir o pedido.
Os nossos dias são sempre cheios de histórias verídicas, de fatos comprováveis e de obras visíveis. Basta querer ver!

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