Sem exagerar tampouco subestimar

Falaram demais, especularam demais, não aconteceu nada demais e eu deduzi que nada sei e preciso aprender mais sobre os homens e a política. Voltei aos livros sobre a arte das negociações e o entendimento sereno das decisões tomadas em momentos cruciais. Não se pode extrair nenhuma decisão tomada fora do contexto que a originou. É injusto quando não falta realmente bom senso por parte de quem o faz.
Fatos ainda isolados vão compondo o cenário político para as eleições de 2014. É preciso ler sem preconceito todos o comentários e reportagens porque nas entrelinhas pode-se aprender muito. E depois é prematuro, extemporâneo e ilegal iniciar campanha política antes das convenções partidárias. Muita água corre por debaixo das pontes até lá.
Aqui temos um pretenso candidato com dinheiro demais e nenhum grupo político forte declaradamente apoiando, outro candidato, com pouco dinheiro e grupo político pequeno, formando-se como oposição. Seria só isso?
Nenhum dos dois, Eraí Maggi e Pedro Taques pertencem aos chamados grandes partidos, que nos bastidores articulam, costuram e formam as alianças indispensáveis para a vitória. Nenhum dos partidos tem tempo considerado razoável de televisão e isso hoje, vale ouro.
E Brasília? Sabemos todos que as decisões partidárias tomadas lá, interferem diretamente nos estados. Lá as conversas estão acontecendo à luz do dia e por incrível que pareça, fora Aécio Neves, o outro candidato, sendo Marina ou Eduardo Campos são bem conhecidos do Governo Federal. Foram Ministros do Governo de Lula e ganharam visibilidade política fora dos seus respectivos estados, através dos Ministérios que ocuparam. Quanto a união de Eduardo Campos e Marina, em “Ética a Nicômaco”, Aristóteles considerou que o os indivíduos que ocupam posição de autoridade são propensos a terem amigos de estilos diferentes, para que lhe sejam úteis.
Nada faz-me crer que um grande empresário filie-se a um partido político, nos minutos finais do que permite a lei, para ser suplente numa chapa de senado, muito embora, lá atrás, em 1994, o Senador Blairo Maggi tenha aceitado ser vice do candidato a Senador Jonas Pinheiro, que assim como Wellington Fagundes era um parlamentar de vários mandatos na Câmara Federal. Mas repetir o passado para que?
Essa ordem de classificação dos fatos vai seguramente sofrer reviravoltas. Os homens que decidem ainda vão sentar-se à mesa, avaliar os trunfos que tem nas mãos e tomar suas decisões pautadas sobretudo no alinhamento ou oposição ao governo federal. Eu, que aqui escrevo mais com o coração do que com a razão, sou deliberadamente mais sonhadora do que realizadora, sempre pensei que deveríamos ter mais razoes para votar do que simplesmente ser contra ou a favor do governo que aí está.
Estou a esperar porque acho ainda temerário considerar qualquer passo como definitivo nesse universo que move até montanhas.

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