Pessoas brilhantes são confiáveis?

A inteligência é considerada um elemento essencial em qualquer situação. No entanto, a inteligência não é a única qualidade importante a ser levada em consideração. Ser eficaz também significa trabalhar duro, ser confiável e não menosprezar a inteligência do outro.

Porém as pessoas em vez de identificar os pontos fracos, corrigi-los para tornarem-se ainda melhores, apontam as falhas dos outros para se consolidarem como um caso de sucesso. Aí mora o perigo. Simplificando, é preciso muita inteligência para ser maximamente destrutivo. A inteligência é uma dessas características, que tenta sempre se sobressair, que ilude o ego, conduz o homem a inconveniência de pensar que sabe mais do que os outros.

Ao ler os jornais facilmente identificamos os tipos que julgam a todos, que apontam solução para tudo, que se auto proclamam os “resolvedores” dos problemas. Será que estudaram os fatos, que ouviram especialistas, que submeteram suas teses para análises de sociólogos, cientistas políticos ou tudo não passa de presunção mesmo? Tenho observado que quem pesquisa tem muitas dúvidas, elaboram uma e outra teoria, conferem determinados autores, não fazem previsões ingênuas, não resolvem os problemas seculares  numa frase. Será que o povo percebe que as coisas não são tão simples assim?

Um dos grandes desafios de alguém que se propõe a dar visibilidade as suas ideias é reconhecer que as pessoas não necessariamente veem o mundo da mesma maneira, que as demandas de uns não são as prioridades de outros, que a ideologia ainda repercute nos debates e que é salutar o debate, o pensar diferente, querer diferente, votar diferente. Não existe resposta pronta para os problemas que ainda não se conhece a fundo.  Até diria infelizmente, mas as pessoas mais talentosas podem ser gestores ineficazes. Nem sempre bons jogadores se tornam bons técnicos quando envelhecem… Passar conhecimento, aplicar o conhecimento é outro nível de habilidade.

Há pouco aprendemos uma lição sobre o uso da razão e da inteligência para formar uma equipe competitiva e absolutamente voltada para a vitória do coletivo. Foi uma lição que primou pela disciplina e treinamento implacável, principalmente para manter a forma, ocupar e controlar o espaço. Este é o trabalho que nos dias de hoje define o que é moderno e necessário para vencer, sem desperdício de horas, sem abuso de imagens, sem estrelismo. Será que conseguimos trazer esse pragmatismo para a vida pública?

A vida está acontecendo em um ambiente de constante mudança e a alternativa que temos é nos adaptarmos constantemente as novas formações dos grupos políticos. Não há muito espaço para jogadores individuais, porque somos parte de um sistema racional que tem um número de peças interligadas e que é definido pela capacidade de um relaxar e confiar nos companheiros de equipe. A vida, como uma partida de futebol, é um jogo coletivo e todo mundo tem que desempenhar o papel que lhe é atribuído. Não há mais nem menos onde impera a equidade.

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