A esperança é a melhor escolha

Por trás do drama banal, cotidiano, dos episódios de nossas vidas, devemos nos recusar a ceder, a nos retrair. O trabalho duro que exercemos, a energia constante despendida, os comprometimentos extraídos do esforço não nos colocam em pedestal, muito pelo contrário, nos tornam mais reais e humanos. E seres humanos guardam segredos, demonstram predileções, contam piadas, despertam mal humorados, consomem exageradamente, sentem-se culpados, se redimem, buscam alívios para as aflições espirituais.

Estamos acostumados com o mundo estruturado em forma de pirâmide, onde a parte superior dita as ordens e a forma ideal de execução das tarefas. Mas, pensemos como se o mundo fosse uma grande cooperativa, cujo trabalho e renda tivessem que ser divididos equitativamente entre os membros. Os gerentes eleitos por um ano de mandato e ninguém poderia ficar no mesmo cargo continuamente. Todo mundo passaria por todos os setores, executariam todas as tarefas, compartilhariam a participação plena na tomada de decisões. Talvez assim, nos humanizaríamos, teríamos a chance de refletir sobre como progredimos.

Quando executamos um trabalho sabemos qual é o melhor caminho para realizá-lo, descobrimos o limite da nossa habilidade, do prazer de compartilhar experiência e não há como ser arrogante com quem limpa o chão, se um dia tivemos que limpá-lo também. Porque se estamos aqui para regenerar a sociedade humana de acordo com os princípios do amor, da não-violência, justiça, igualdade e sustentabilidade, está enfaticamente claro que precisamos recriar muitas das nossas culturas, para aplacar o ódio, a violência e a injustiça; valores negativos que estão sendo construídos nas pessoas.

E assim a violência começa invisível… culpando, condenando, insultando, zombando, constrangendo, envergonhando, humilhando, provocando, enganando, mentindo, subornando, chantageando e desmoralizando. Por isso, hoje, muitas pessoas estão fundamentalmente convencidas de que as coisas estão fora de controle e não há uma solução sensata para os problemas.

Não vivemos cercados de verdades definitivas. O nosso mundo é o mundo da transitoriedade, das verdades provisórias, da inconstância, da reparação, mas . havemos de despertar para o engajamento em questões que as pessoas destacam como prioritárias, havemos de promover o bem e viver tempos memoráveis.

Então, quando você perguntar a si mesmo porque os humanos ainda estão lutando em guerras, destruindo o meio ambiente, explorando os outros economicamente em todas as partes do mundo, pergunte a si mesmo porque você espera que estes tipos de violências terminem, o que você tem feito para contribuir com a construção de um mundo melhor. A cultura não é apenas aquilo que herdamos dos nossos antepassados, é algo que podemos criar e recriar e pode ser violenta ou amorosa, de paz e de esperança. É sua a escolha.

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