Ser ponte

Alguns roubam para si pedaços do meu universo, devolvem-me partes que não são minhas. Começa o devaneio. Sinto tremores que não são características dos meus medos, sinto fome e não alimento-me do que sacia a alma, sinto fé em deuses estranhos, sigo caminhos tortuosos que abandonam-me ao meio. A invasão do mundo alheio causa essa incerteza de identidade. Agora, canto cantos tristes, lúgubres, o sorriso alheio e indefinido acusa-te de causar a maledicência e o torpor.
O colapso das coisas ruins, que atiram estilhaços distantes, não quero. Deixa-me à minha nugacidade se assim me vês; enquanto procuro repercutir no universo a tendência de querer acreditar, de nutir-me do poder que ascende da autenticidade ou verdade. Deixa-me a paz de refugiar no universo que antes cabia-me a mim e minha fé. Deixa, que eu me estenda para ser caminho, para ser ponte, para ser o que for, desde que bondade!

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