Crise de confiança

É uma verdade simples que vivemos tempos complexos, com mal-estar generalizado pela falta de solução para toda sorte de problemas econômicos e sociais, que se estendem muito além da política. Vivemos a maldizer a crise que se instalou por aqui e nos golpeia ora o bolso, ora o estado de animo.

Todavia, a democracia nos dá a esperança de que os problemas com a corrupção, o desarranjo econômico e social são apenas uma fase passageira e a qualquer momento tudo ficará bem novamente.

Estudiosos têm debatido a redução da confiança nas instituições governamentais brasileiras e acreditam que a falta de confiança não é apenas do povo com relação ao governo, mas do próprio governo, em relação as próprias tomadas de decisões. E a falta de confiança é a causa da letargia do momento.

O Brasil, um dos maiores e mais populosos países do mundo, é uma terra diversificada e contraditória, marcada por fortes disparidades sociais. Apesar do real declínio da pobreza, o país tem sido moldado pela exclusão social de uma grande parcela da sociedade e pelas diferenças regionais absurdas.

O governo tenta ser capaz de cumprir a promessa de mais justiça distributiva e mais investimento no bem-estar social, porém, segundo creem os economistas, embora o Brasil seja um caminho viável e positivo, continuará a enfrentar tarefas e desafios difíceis nos próximos anos.

Há também um crescente reconhecimento de que promover pequenas alterações no sistema atual não é suficiente e que precisamos repensar fundamentalmente um novo modelo de governar o Brasil. Outra área do governo que  precisa de reforma, é a área da transparência e informação.

É bom que o governo esteja sob o impiedoso holofote da mídia, pois isto significa, enfrentar pressão e se virar para mostrar as providencias e os avanços. Maior transparência leva não só a melhoria da governança, mas expõe igualmente falhas e sucessos das tomadas de decisões e na implementação de novas práticas políticas.

Apesar das reformas iniciadas, graves deficiências continuam a existir na administração, educação e sistema de saúde. Também do lado negativo é preciso assinalar os gastos indisciplinados. Há notadamente alto nível de pessimismo em termos do que o governo pode fazer para controlar esses gastos e influenciar a recuperação da economia.

O Brasil terá que lutar para estabilizar a progressiva perda de confiança por parte dos investidores internacionais e mais dramaticamente, o ceticismo que está tomando conta do povo brasileiro, quanto a habilidade do governo de encontrar uma solução urgente para a crise.

A falta de confiança na política não é um fenômeno novo; não é que as pessoas tenham perdido o interesse, elas estão cansadas de serem penalizadas.

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