Alegoria do profeta fujão

A Bíblia narra a história de um profeta fujão, chamado Jonas, que recebeu de Deus a difícil missão de ir à cidade corrupta de Nínive e pregar ao seu povo até converte-los e faze-los abandonar as práticas cruéis de governar através do terror e da atrocidade.

Nínive era uma das maiores cidades do mundo, situada à margem do Rio Tigre e próxima do Mar Mediterrâneo. Era a Capital do temido e poderoso Império Assírio. A cidade tinha um aspecto admirável: era circundada por fortalezas imensas, muralhas descomunais e protegida por fossos.

Possuía belos palácios e o portal de acesso à cidade era guardado por colossais leões e touros; era tão grande em iniquidade quanto em riqueza e poder.

Os assírios travavam muitas guerras e Nínive era uma cidade de constante derramamento de sangue.Os ninivitas eram conhecidos pela crueldade com que tratavam os guerreiros capturados, muitos dos quais eram cegados para que não fugissem.

Jonas era considerado um profeta insensível, que não tinha interesse que os homens de Nínive, cruéis e inimigos de Israel se convertessem e fossem salvos. Jonas queria que Deus cumprisse o Seu juízo sobre eles. Por isso não foi para Nínive. Jonas fugiu.

Mudou o roteiro e embarcou para Társis, uma distante cidade, na direção oposta de Nínive. Deus porém, mandou uma tempestade que atingiu violentamente o navio e trouxe um grande temor sobre a tripulação supersticiosa com quem o profeta fujão dividia a travessia.

A tripulação pagã acreditava  que se houvesse uma tempestade  em  uma viagem, isso era indício de que uma pessoa dentro do navio era culpada  pelo infortúnio e que um dos tripulantes estava em pecado com seu  deus. Ao investigar chegaram à conclusão que Jonas era o culpado. Jogaram-no ao mar.

Um peixe o engoliu e o vomitou na praia, três dias depois. Jonas refletiu sobre o compromisso quebrado, sobre a punição que sofrera e levantou-se. Rumou para a corrupta cidade de Nínive, onde pregou conclamando a todos a se converterem.

Deus deu quarenta dias  de prazo para consumar a conversão dos ninivitas,  e num ato simbólico de arrependimento deviam todos fazer jejum, vestir-se de panos de saco e assentar-se sobre a cinza. Os temíveis ninivitas ouviram sómente um profeta e foi o suficiente para cessarem as atrocidades que cometiam. O povo simples de Nínive se arrependeu primeiro. Depois vieram os nobres.

Os habitantes de Nínive foram salvos pelo arrependimento e mudança de atitude de seus governantes. O profeta Jonas ficou ressentido por que Deus não puniu os ninivitas, mas Deus explicou-lhe que haveria de ter compaixão da cidade de Nínive, porque lá viviam muitos animais e muitos homens que não eram capazes de discernir entre o certo e o errado.

E se, um profeta fosse designado a vir ao Brasil com a mesma missão. Fugiria?

P.S. Li que os ninivitas recaíram e novamente seguiram seus caminhos iníquos, até que muitos anos depois, as forças do rei da Babiblonia e de Ciaxares sitiaram e incendiaram Nínive.

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