A República não tem amantes

No mundo moderno escandalosos casos extraconjugais são frequentemente comentados e explorados pela opinião pública.

As pessoas e a mídia gostam de saber sobre a vida particular e os ilícitos affairs dos políticos e famosos, como os ocorridos na Casa Branca sobre Eisenhower, Roosevelt (tanto o presidente quanto a primeira dama, Eleanor tiveram casos extraconjugais) e Keneddy?, no Palácio do Planalto sobre Getulio, Juscelino, Collor, FHC e Lula e no Palácio do Eliseu sobre Mitterrand, que tinha duas famílias com filhos em duas casas, Sarkozy e Hollande, citando apenas os casos dos mandatários de 3 países, que deixaram escapar que suas vidas privadas foram, enquanto exerciam a presidência de seus países, recheadas de traições, escândalos e favores sexuais.

Muitos políticos nacionais e estrangeiros são até mais famosos devido à suas extravagantes vidas particulares do que pelo desempenho no exercício dos seus mandatos. Claro que há assédio, claro que o poder torna os políticos mais atraentes, claro que num certo momento as amantes vazam os segredos. Elementar caros amigos!

Não há nenhuma evidência de que a atividade política leve o indivíduo a colecionar casos extraconjugais. O que ocorre é que os deslizes tornam-se públicos, embora o direito a privacidade nas questões pessoais seja direito de todos. Deve sim existir vida privada para os entes públicos.

Lembrando que a dignidade e o respeito devem ser a base da relação entre o público e o privado e que, em certa medida, assumir o privado pode prejudicar uma pessoa pública. É bom deixar claro também que ninguém é amante da república ou de outra instituição qualquer, e que estas também não geram filhos.

No universo do público, o sexo está completamente dissociado de compromisso. Numa rápida visita ao passado, pude concluir que pouquíssimos políticos que conheci abandonaram suas famílias por causa das romances extraconjugais. Alguns não, muitos viveram vidas em jornadas duplas e assim passaram muito tempo com familiares fazendo vistas grossas ou minimizando estes relacionamentos paralelos.

Certa feita fui abordada por uma preocupada assessora que estava tendo um caso, nada secreto com um político amigo. Disse-me que estava arrasada com os comentários de que o tal político abandonaria a familia para viver com ela, que negava-me o relacionamento.

Não me contive e disse-lhe malvadamente que isso jamais aconteceria porque o amigo político era uma homem apaixonado pela sua mulher e que se por ventura, ele estava tendo um caso com alguém, essa pessoa seria logo abandonada por ele.  Acho que o romance não evoluiu porque o casamento continua.

Um político casado sustentou uma bela amante por muitos anos. Separou-se e casou-se novamente. Engana-se quem pensa que a amante foi elevada ao posto de esposa. Aparentemente bem casado, dispensou a amante.

Claro que mulheres públicas também traem. Eleona Roosevelt e a princesa Daiana tiveram suas experiências amorosas censuradas e criticadas. Porém, num país machista como o Brasil esses fatos não chegam a manchar a biografia dos políticos. Nem mesmo quando as amantes oficiais são sustentadas com recurso público.

Isso sim, uma vergonha, considerando que os salários que recebem são altos e podem manter as suas expensas a oficial e a teúda e manteúda, o que não seria da nossa conta.

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