Vamos avançar

Vem eleição aí. Sem desviar a atenção do momento crítico que vive o país, precisamos nos ater ao que está para acontecer bem perto de nós; as eleições locais, para prefeitos e vereadores.

Eleições em todos os níveis não deveriam ser apenas disputas entre os políticos, mas uma agenda de interesse nacional e devemos sempre começar arrumando a casa que habitamos. Olha sua cidade, entenda como o prefeito e a Câmara tratam de temas relevantes como saúde, educação, moradia, se combate as desigualdades, facilita o acesso aos serviços básicos, se gera emprego e renda.

Numa escala progressiva é significante o número de políticos locais que mais tarde ascendem em cenários mais amplos, em âmbito estadual e federal. É bom que estejamos um pouco alterados, impacientes e indignados com as práticas políticas e de certo modo estamos mandando um duro recado de que não podem eles continuar a subtrair vantagens das instituições públicas.

Não somos ingênuos e sabemos que em ano eleitoral o discurso muda. A sustentabilidade dos programas assistenciais é garantida, promessa de construção de novas escolas, creches, novos ônibus. Vereadores prometem isenção, independência, mas lembremos que o governo exerce uma atração gravitacional estupenda e quem o apoia recebe afagos e muitos cargos.

O descrédito na política e nos políticos é algo que deve ser repensado. O que deve mudar são as práticas políticas, o agente público tem que aprender, ajustar-se. Preocupa-me que no desespero, tem-se transferido capital político para cidadãos com discursos messiânicos, que embora sejam natural onde a desigualdade impera, são perigosos. Salvador da pátria não existe. O Brasil não muda pela ação de um cidadão, ou pela multidão nas ruas. O Brasil vai avançar porque as instituições são fortes, apesar de parcela de parlamentares que deprecia o Congresso Nacional.

Em meio a esta duríssima crise política, faltam 6 meses para as eleições municipais. Agora quem deve tirar proveito da situação são os eleitores ao retomar o encantamento pela política, cobrar eleição limpa, transparente, discursos afinados com realidade local e comprometimento; isso sim, pode ser a revanche por todo o tempo que foram enganados. Porque alguns políticos parecem tangidos por uma capacidade telúrica de mudar o discurso, de mudar de lado, de transpor qualquer lógica para se elegerem.

Certamente surge um monte de pessoas que estão sendo conduzidos pelo ódio e difamação. A mídia omite, exagera, opina, toma partido.

Membros de instituições publicas, também. É difícil manter-se saudavelmente à margem do que pensam os outros. Porém, nossos valores e verdade são postos à prova exatamente quando as nossas vidas estão cheias de incerteza, medo e inquietação.

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