Quem fala o quer

Eles nos querem quietos, ignorando convenientemente a realidade política, mas a omissão é um pecado que se comete não fazendo nada e a democracia prescinde de um estado de mobilização, inspirado para entrar em ação a qualquer momento.

Somos ignorantes em muitas coisas e o interesse cegou muitos que se dedicaram as questões sutis e especulações remotas, por isso, nesse instante, as pessoas estão grosseiras, denegrindo a opinião de amigos para expor “suas opiniões claramente superiores”, em todos os níveis de discussões, não apenas sobre política.

E o que acontece com os que não se sujeitam a seguir a manada? Ah! Estes seguem pressionados pelo patrulhamento, são agredidos pela violência verbal que tomou conta de quem milita em qualquer lado.

Se algo nos foi ensinado pelos momentos de turbulência pelos quais passa o Brasil, foi que é nosso dever, é nossa obrigação, é nosso direito expressar o que pensamos sobre os fatos que ocorrem e que diretamente afetam nossas vidas. Porém, antes de falar qualquer coisa ponha-se no lugar de quem vai ouvir.

A mídia social é um lugar poderoso para fazer comentários e alimentar discussões, porém, com o equilíbrio necessário, pelo menos no meu círculo social, vamos um ajudando o outro, tentando entender um monte de acontecimentos que vão muitíssimo além da propaganda da oposição e da negatividade do cidadão zeloso.

Discutir contribui para a construção de um cenário em que se pode ver e aprender sobre os episódios que dizem respeito a nós todos.

Precisamos continuar conversando, movidos pela razão ou pela paixão, com civilidade política e flexibilidade ideológica. Podemos ser influenciados por argumentos de um lado e escutar os contra argumentos do outro lado e juntar tudo, porque ambos os lados de um debate são importantes em um processo de tomada de decisão séria; esta é a hora de crescer, dizem muitos.

Outros dizem que estamos enfrentando época de instabilidade econômica, de toxicidade social, agressões e perigo eminente de estrangulamento econômico, sobretudo causado pelas grandes dívidas que os governos contraem com grandes corporações que bancam ascampanhas eleitorais milionárias, e quando as empresas apresentam a fatura, os políticos precisam meter a mão no caixa dos órgãos que administram, além devender a alma ao diabo para pagar.

Como saber onde está a verdade? A divergência, a desafinação de ideias, as discussões mesmo em tom mais áspero, são normais, são saudáveis, são construtivas.

Como promover a mudança que queremos, as reformas que precisamos se nos melindramos com as críticas e tememos colocar nossas vozes acima da arrogância dos que pensam ter razão, sempre? Deixa que paire a leve opressão quando professar a fé, quando se posicionar politicamente, quando falar sobre amor e sexo. Uns entenderão, outros não. Os bons debates prescindem de unanimidade.

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