Tempestade perfeita?

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Não há um modelo clássico de maldade que dure. O extremismo é eclético, elaborado estrategicamente nas suas teorias e ações com objetivo de causar mortes e furor, para instigar reações ainda mais violentas.

Pode ser a questão da homofobia, da falta de controle da venda de armas, questão política, étnica religião, ou falta desta. Pode-se dar o rótulo que quiser, mas o que precede o ato de violência é ódio e terror. Ademais, a brutalidade tem sido concebida para ser espetacular.

Diante de tantas atitudes disfuncionais, fico a pensar quantos homens deverão morrer até que objetivamente o poder político tenha debelado as falsas bandeiras, os grupos ou lobos solitários que atacam nossos ideais de liberdade e confiança no ser humano.

Quando se lida com assassino ou história de assassinato, muitas pessoas, a maior parte do tempo, fala de um momento pavoroso, narra cenas cruéis, mas trata o fato como algo momentâneo. E não tem sido assim.

As tragédias têm se repetido, aqui, nos Estados Unidos, na Inglaterra, em toda parte. O que significa é que vamos ter de viver com esses atos horríveis acontecendo o tempo todo, em todos os lugares.

Não podemos esquecer que ao longo da história humana o mundo tem sido dividido em culturas, etnias, religiões e política. Esse tempero variado que deveria tornar o mundo um lugar interessante, não foi absorvido além das fronteiras da ignorância, então, matam-se homens em nome de revoluções religiosas e guerras.

Assim, instala-se a política da divisão e do medo, o que remonta aos acontecimentos violentos que vimos noticiar nos últimos dias.

Proteção e segurança nunca há o bastante em lugar algum e isso faz o medo prosperar. Porém, a tempestade seria perfeita para nos mover em solidariedade contra o ódio pois, onde existe o ódio, encontramos divisão e ignorância e grupos de pessoas são demonizados pelo falso moralismo que cobre o rosto de homens dissimulados, cujos vícios a própria família desconhece.

Embora saibamos que a retórica tem consequências, não devemos nos manter insensíveis diante de acontecimentos brutais nem tampouco nos derreter com argumentos emocionais, ou ainda pior, banalizar os atos violentos cometidos em nome de preconceito de qualquer natureza.

O revés é que os melhores valores que podemos expressar são compaixão, solidariedade e colocar nossas convicções para trabalhar contra a violência e injustiça em todo lugar.

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