A difícil tarefa de criticar sem agredir

Estamos acostumados a debater temas políticos nos limites entre o que o outro pensa e o que quero ouvir, entre a necessidade quase doentia de uns impor sua linha de raciocínio aos outros, sob a pena da contra crítica baseada nas argumentações de ódio. Ainda assim, precisamos conversar muito! Há novas realidades carentes de serem conhecidas e discutidas com respeito às pluralidades. E como trazer temas polêmicos para o centro das discussões sem limitar o discurso e com civilidade?

A crítica é de fato, um jogo. Críticas carregadas em momentos emocionais são geralmente agressivas, de conteúdo duvidoso e despertam portanto, respostas igualmente raivosas e desprovidas de checagem. Criticas são inevitáveis. Vamos ser criticados porque num determinado momento cometemos algum erro ou na contramão da compreensão, quando estamos indo bem demais. Independentemente da motivação ou falta dela, as criticas deveriam ser válidas como um instrumento a nos orientar o rumo, mas que nada!A crítica agressiva implica nada mais do que a imposição de critérios de superioridade para desrespeitar e ridicularizar o outro. Justo não é, mas é o que se vê!

São poucos os que conseguem tecer uma abordagem geral de um quadro desfavorável, com respeito, considerando o contexto que tenha gerado tal quadro.  Poucos pensam que a sociedade está vendo, ouvindo e repudiando a gritaria, que muitos indivíduos fazem uso de reflexão, sem estarem presos aum lado ou outro e não porque estão desalinhados com o sistema, mas ao contrário, porque o sistema permite o contraditório e as interpretações distintas da gritaria e dos xingamentos.

É compreensível que o fenômeno das eleições sempre provoca sentimentos fortes nas pessoas, a disputa é instigada no centro, na periferia, nos debates e na TV e a produção, que deveria explorar o conhecimento e as propostas, apela para o ataca, responde, rebate, suspende, tira do ar, corta tempo e assim, ignorando os elementos que dão clareza e sustentação ao pleito, a hora está chegando e a semana deve ser impiedosamente tensa e panfletaria.

Em vários, quase todos os contextos, a vida contemporânea tem se recriado, porém no quesito eleições, aqui, ali, lá fora tem sido ainda igual a desatenção com quem espera um jogo limpo.A política ainda não encontrou um meio eficiente de progredir na velocidade que as mídias avançam, que as informações chegam às pessoas. Truncada, com reforma para inglês ver, a lei eleitoral não encontrou ainda formas para enfrentar suas próprias deformações efragmentações.

Eu cá, no meu mundinho, preocupada em ter voz, em fazer-me respeitar pelos senhores que querem comandar o espaço que habito, acredito que é possível viver uma nova configuração de valores, com quebra de paradigmas do modo de pensar, perceber e usar as palavras sem baixar o nível.

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