Somos platéia

O exemplo de obediência às leis deve vir da casa que as cria e da casa que as guarda. Se os ministros e políticos não tratam as lei com respeito, não esperem que o cidadão o faça.

Num dado momento da implementação do plano de saúde alternativo para os americanos, conhecido como Obamacare, o presidente Obama enfrentou dificuldades de aceitação do projeto por parte da Suprema Corte e contratou uma pesquisa para saber como os cidadãos reagiriam a uma suposta desobediência a uma recomendação da Suprema Corte. 26% dos entrevistados, uma minoria, claro, mas ainda assim um número significativo para os padrões americanos, disseram que o presidente deve ser capaz de desconsiderar as decisões da corte federal, sempre que uma intervenção negativa se der no caminho de ação que o presidente considera importante para o país. Como se vê, o descrédito na mais alta corte de justiça não é uma exclusividade do Brasil.

Mas e o resto de nós? Seria uma coisa ruim para o país se o povo começasse a fazer essa pergunta. Para as pessoas quererem obedecer à lei por razões que vão além de evitar a punição, várias coisas devem ocorrer. Em primeiro lugar, as pessoas devem acreditar que, em geral, as leis são justas. Em segundo lugar, elas devem sentir-se confiantes de que todos vão obedecer também. Exemplos são definidos no topo.

Seria muito melhor viver em uma sociedade em que as leis são justas, e que as pessoas as seguem por obrigação moral, mas tal sociedade requer um grau de autodisciplina e honestidade por parte de seus membros, e especialmente de seus líderes e nossa classe política não possui esses traços e quanto as consequências da prática de atos ilícitos, estas são sofridas por alguns, poucos.

A mais alta corte de justiça do país se dá o direito e isso tem sido recorrente, de bater boca, no mais vulgar modo de faze-lo e publicamente seus membros  se destratam, passando recibo de despreparados para exercer tal função. E os outros, por que não se reúnem, advertem e punem? Silenciaram-se. Mas vejamos; os ministros, alguns de saber culto, outros, segundo me relataram, de filosofia e teoria rasas, são cidadãos indicados pelos políticos, nomeados por presidentes eleitos pelo voto direto meu e seu. Homens e mulheres que assinam o termo de posse e esperam que a qualquer momento a fatura seja cobrada.

E onde está a culpa do cidadão que não é um dos iluminados do congresso nem da Corte e tampouco dirige uma grande empresa? Em tudo, desde o princípio! Não podemos lutar contra a corrupção, praticando atos ilegais, travando batalhas de egos e ganância pelo poder. Em vez de sermos transformados por leis ou governança, a verdadeira mudança tem acontecer dentro de nós. Devemos ser justos, vigiar e cobrar!

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