Em desalinho com a maioria

Tem sido interessante acompanhar algumas discussões sobre fatos que permeiam nossas vidas; como por exemplo, a implementação do serviço de Uber em terra cuiabana e a realização do carnaval, no contexto da tradição cultural.

A manifestação dos nossos pensamentos é um dos elementos básicos para exercermos a cidadania, mas tenta argumentar indo contra os interesses da maioria!

A liberdade dos tempos modernos tem sido exercida considerando antes de tudo, o que pensa a maioria, como esta se organiza, coopta mentes volúveis e repercute o ponto de vista nas mídias sociais.

Todo tema político merece discussão cuidadosa, leitura, perguntas, ponderações e um olhar honesto para o futuro, porque mesmo o que é regulamentado por lei, carece de interpretação e estas não são lineares e para os serviços que nem regulamentados estão, tudo é possível.

O mundo muda, o processo de emancipação e evolução dos serviços mudam também e não é possível nos acomodarmos nos mesmos procedimentos rotineiros e burocráticos anos após anos.

Entendo que a existência do Uber como meio de movimentação urbana é algo muito simples e conveniente e sobretudo, um sistema já consolidado e os pormenores da regulamentação devem estar sendo amplamente discutidos por pessoas com conhecimento na área. Não sou alheia ao antagonismo competitivo que estimula comportamentos sociais menos éticos, e empurra uns contra os outros.

Acontece que tenho uma relação de absoluta admiração com dois taxistas, Sr. Isaac e Sr. Gaudêncio, homens que acudiram a mim e meus filhos por uma década e deixaram marcas muito positivas no meu dia-a-dia. Nada a reclamar, nem do preço praticado!

Prezo muito a distinção das minhas experiências e escolhas e é exatamente através das minhas relações sociais que consigo determinar meu modo de ver a realidade. Portanto, mesmo em desalinho com a novidade ainda não migrei para o Uber.

Muitos outros temas estiveram em evidência durante a semana, até a realização do carnaval cuiabano, criticado veementemente por um vereador novato, que depois, utiliza-se do mesmo método de comunicação transversal para dizer-se mal entendido e perseguido por ser evangélico.

Não creio que tenha sido vítima da intolerância religiosa! O que ocorre é que é preciso certo tempo para o político entender que uma vez homem público, a repercussão do que se fala dá-se na esfera pública e num ambiente plural não deve haver vigência de mandamentos religiosos.

Eu levo alguns “chega pra lá” ao expor pensamento contrário em muitos assuntos, mas tenho o defeito de perguntar, ouvir , ler antes de decidir-me por isto ou aquilo e muitas vezes apresento aos amigos, a minha impressão dos fatos, dentro de uma perspectiva mais pessimista, sem temorà tirania da maioria, porque creio que isso é essencial para se buscar uma outra forma de pensar, criar, propor projetos e sonhar.

Não devemos viver só de bens e ideias tangíveis.

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