Verdades entre colunas

A grande maioria da classe política percebe que o país não sofre nenhum processo de desestabilização frente ao caos político que se instala no período eleitoral e que, na verdade, esse tumulto todo com candidatos denunciados, outros em vias de serem denunciados, coligações esdrúxulas, conversas gravadas, conversas vazadas, etc… pode ser o nascimento de um país novo.

Em tempo de fake news, factóides, a verdade precisa ser valorizada. Ao acompanhar a trajetória política do país, com olhar crítico, leio tudo com atenção e se precisasse pontuar o que me impressiona neste momento, eu diria que é a falta de verdade em quase tudo o que os políticos tentam mostrar para o público.

As conversas de pé de orelha nas mesas propositadamente colocadas atrás de colunas, para que as fotos entrecortadas causem espasmos quando são postadas em diferentes ângulos para parecer que foram vários os encontros.

Embora haja muita gente boa em todos os níveis de candidaturas colocadas, dói menos admitir que estamos vivendo um processo político em que quase todos foram envolvidos em alguma ação de apropriação de dinheiro público para comprar gente, comprar partido político, comprar vaga, pagar mídia para chegar ao poder e, depois, manter-se nele.

Essa é uma verdade inconveniente, mas que não abala o discurso de muitos políticos experientes nos procedimentos que quase afundaram o país e agora tentam embarcar nos projetos de mudanças. É aquela história do se colar, colou.

Chega de colher frutos sem plantar árvores. Chega da visão vira-latista. O que há de errado há muito foi identificado por todos os políticos, cientistas sociais e cientistas políticos: incompetências e corrupções generalizadas nas vidas públicas e privadas. Ë bom lembrar que para cada político corrupto existe um empresario que naturaliza o fato de que é preciso corromper para ter vantagens adicionais indevidas e assim manter o ciclo perverso do compadrio.

Nossa jovem república democrática não segue bem adiante sem a honestidade dos homens públicos nos temas de interesse da sociedade e as linhas sugeridas pelos programas partidários estão ultrapassadas ou dissolveram-se. Daí resta, um monte de políticos sem rumo e sem compromisso com a verdade e com o povo.

Não há outra alternativa, senão a reforma profunda, em todos os níveis de Poderes e se a reforma política não veio aprovada pela incompetência do Congresso Nacional, (no caso de Mato Grosso causou susto ler a matéria que cita que em mais de três anos apenas uma lei foi emplacada pelos Congressistas do estado) que seja feita nas urnas através do poder transformador do voto.

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