Quando as pessoas se comprometem

Em Benjamin Constant a liberdade deve prevalecer até mesmo perante a igualdade. Nada deveria impedir o homem de expressar-se livremente, de desenhar seu pensamento político e teorias liberais ou restritivas sem medo do terror das revoluções e das mãos pesadas dos acusadores e críticos que deveriam sair de cena para dar lugar à libertação da apatia e ao diálogo permanente.

A participação efetiva do cidadão no processo político, a contribuição sem alienação enriquecem os debates, afastam as emoções desconfortáveis e a crença tola de que os opostos não se entendem.

Há um álbum épico, chamado Vozes do Silêncio, do grupo tcheco Symphonity, onde eles misturam de forma impressionante música erudita e rock. O resultado musical é um refinamento que beira a perfeição.

Por aqui, os maestros Fabrício e Leandro Carvalho experimentaram misturar clássicos com rock e pop com resultado vibrante.

Em nenhum momento devemos nos encolher, nos omitir, não ouvir ou temer experiências novas. Como cidadãos devemos ter compromisso com a honestidade e não permitir que a falta de representatividade política de qualidade cause prejuízo ao nosso Estado.

Não podemos viver o paradoxo de nos sentirmos estranhos em nossa própria casa ou pior, de ver escapar a oportunidade excepcional de nos movermos da limitada crítica e opiniões ilusórias para mudanças reais.

Pelo que sei, nada se ajeita por si e os cidadãos bons devem se comprometer com a política porque não faz sentido ficarem apenas contabilizando perdas sociais e econômicas.

Não incomoda-me a efervescência singular da qual se nutre a política e mais fortemente o processo eleitoral. A expectativa unânime é de que haja inovação desde o formato engessado dos debates, que bem poderiam ganhar o tom de discussões racionais, conversas civilizadas, juntando conhecimentos, projetos e buscando soluções para melhorar a vida de cidadãos igualmente civilizados.

Quem senão e sobretudo o cidadão comum para comprometer-se com a mudança?

Jovens maiores de 16 anos, a classe produtiva do Estado – não apenas de grãos, mas também a classe produtora de conhecimento e pequenos empregos-, os trabalhadores em geral precisam sair de suas invisibilidades sociais ou zonas de conforto e começarem a esboçar o mapa de suas insatisfações e reivindicações antes que os discursos fragmentados dos candidatos anunciem, como sempre, grande preocupação com os mesmos temas: saúde, educação e segurança.

A propósito, hoje é 1º de maio, parabéns a todos os trabalhadores!

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