Eleições e suas idiossincrasias

Para cientistas políticos e sociólogos, o site do TSE é leitura obrigatória, sobretudo no período eleitoral. Essa semana me detive na leitura sobre as peculiaridades eleitorais de vários países pelo mundo, narradas por um observador internacional. Diz ele que numa região de floresta na Índia vive um ermitão e apesar de ser o único habitante do lugar, ele tem sua própria zona eleitoral, com uma urna eletrônica para si. O Governo indiano garante que toda comunidade tenha pelo menos uma urna eletrônica a cada dois quilômetros. 

É interessante observar que a Índia modernizou o sistema de votação, utilizando a urna eletrônica, mas vale-se de método tradicionalmente simples para evitar que um eleitor vote duas vezes, ao sair da cabine de votação, o eleitor tem um dos dedos carimbados, com uma tinta que não sai facilmente, durante vários dias.

A Espanha tem uma curtíssima campanha de apenas 15 dias, sem horário eleitoral no rádio e televisão e não se vota nos candidatos, mas nos partidos. A Suécia tem registrado uma participação eleitoral alta e constante, na casa dos 80% desde a década de 50. No Japão, os candidatos não usam números de identificação e o eleitor precisa escrever o nome completo do candidato na cédula, sem rasuras.

No Equador, uma vitória do movimento feminista estabeleceu que nos locais de votação as filas são separadas por gênero, para evitar que as eleitoras sejam pressionadas.

Um fato marcante citado por Scandiucci, chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do TSE, ocorreu em novembro de 2020 na eleição americana. Em vários centros de votação, jovens que estavam votando pela primeira vez, eram anunciados pela mesa receptora e recebidos com palmas e muita comemoração, numa ação divertida e pedagógica para incentivar e valorizar o voto dos jovens.

No Brasil, uma grande dificuldade é estimular o jovem a votar. No ano de 2020 os maiores porcentuais de ausência entre os cidadãos obrigados a votar foram registrados entre os eleitores de 18 a 29 anos. Os motivos apontados por especialistas passam obviamente, pelo desencanto com a política e já ouvi de um jovem a alegação de que o sistema político está muito desgastado para ser consertado pelo voto, ou seja, não acreditam no poder transformador do voto.

Na outra ponta, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara Federal tem debatido a importância da participação da pessoa idosa no processo eleitoral, como um forma de manter a pessoa idosa ativa na escolha de seus representantes, exercendo o exercício da cidadania.

Como manter os jovens e as pessoas idosas motivados a participar do processo eleitoral num universo permeado pela desinformação, falsos relatos, notícias publicadas e encaminhadas fora do contexto, narrativas difamatórias, acusações falsas, julgamentos preconceituosos, teorias conspiratórias que em nada valorizam o voto?

O TSE, segue com o propósito de reverter o quadro de desânimo e promete dedicar o mês de junho para esclarecer o efeito nefasto da desinformação e das fakes news, que levam cidadão a acreditar em informações distorcidas ou inventadas para prejudicar determinado candidato.

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