Números impressionantes

Quando se fala de eleições no Brasil, os números impressionam. Mais de 156 milhões de eleitores (156.454.011) estão aptos a comparecer às urnas para escolher o presidente da República, um terço do senado (27 senadores ou senadoras), 513 deputados ou deputadas federais e estaduais. O TSE aponta que houve um crescimento de mais de 6% no eleitorado desde a eleição de 2018 e também aumentou o contingente de brasileiros que votarão no exterior, são hoje 697 mil pessoas.

O cadastro eleitoral aponta que, novamente, as mulheres são a maioria dos eleitores, ao todo, são 82.373.164 eleitoras, o que significa 52,65% do total de pessoas aptas a votar. A grande maioria dos eleitores tem idade entre 25 e 44 anos, 2 milhões de jovens com idade entre 16 e 17 anos são os novos eleitores; a nossa região Centro-Oeste representa pouco mais de 7% dos eleitores do país e a cidade de Araguainha-MT, tem o segundo menor colégio eleitoral do país.

Quando eu disse que os números impressionam, refiro-me também aos valores que serão investidos pelo governo federal nos partidos para financiar candidaturas pelo país. O Fundo Especial de Financiamento de Campanhas distribuirá a absurda quantia de quase 5 bilhões de reais (4.961.519.777,00) a 32 partidos registrados, submetidos a aplicação de critérios estabelecidos, baseados na representatividade obtida pelo partido na Câmara Federal e no Senado na eleição anterior. O Partido Novo foi o único partido que oficialmente renunciou ao direito de receber qualquer quantia.

O prazo para registro das candidaturas termina nesta segunda-feira, 15 de agosto. Na terça-feira, começa efetivamente a propaganda eleitoral dos candidatos, incluindo aos serviços de mídias digitais já iniciados, as caminhadas, carreatas, distribuição de material já com número do candidato para massificar, esse período de propaganda intensa segue até 1º de outubro, véspera do primeiro turno das eleições.

Dia 26 de agosto, tem início o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão, algo que tem sido alvo de críticas por parte de alguns e gerado expectativa positiva por parte de outros.

Muitos candidatos afoitos incorrerão em erros, como sempre, mas não podem decididamente alegar falta de publicidade dada às regras eleitorais e da propaganda eleitoral, especificamente. As inovações foram enumeradas pelo TSE e publicadas em resoluções, cartilhas, seminários gratuitos, presenciais e on-line nas sedes regionais para elucidar as dúvidas quanto o que é permitido ou vedado no período eleitoral. 

Ao eleitor, tão somente a este cabe manter na mente todos os problemas que afetam a sua vida e de milhares de brasileiros antes de entrar na cabine de votação; a pobreza, a corrupção, os serviços precários de saúde e educação devem ser elementos considerados na hora de votar.

Segundo Antônio Lavareda, presidente do conselho científico do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), o aumento da inflação e da miséria faz eleitor se preocupar mais com a economia na hora de votar. Problemas relacionados ao bem-estar financeiro, como inflação, miséria e desemprego, voltaram ao topo das preocupações do eleitor. E esse é um cenário que deve dificultar a tentativa de reeleição do presidente Bolsonaro.

E por falar em números que impressionam, finalizamos lembrando que há no país, 33,1 milhões de brasileiros passando fome e é para estes irmãos que devemos olhar antes de decidir nosso voto.

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