Sobre conhecer a si mesma e ser compreendida

“Ser você mesmo, simplesmente ser você mesmo, é uma experiência tão incrível e totalmente única que é difícil convencer a si mesmo de que algo tão singular acontece com todo mundo”, escreveu a filósofa Simone de Beauvoir em sua biografia.

Temos partes de nós que são desconhecidas dos outros e muitas vezes até de nós mesmos.

Somos incompreendidos porque não há ninguém exatamente como nós. Somos únicos e portanto, ser incompreendido parece fazer parte da experiência humana.

Mas é fundamental perceber que não somos os únicos incompreendidos e que na mesma medida entendemos mal os outros.

Apesar de sermos mal compreendidos somos cobrados a ser nós mesmos em um mundo que está constantemente tentando fazer de nós outras pessoas. E a forma mais comum de desespero é não ser quem você é intimamente.

O filósofo Friedrich Nietzsche perguntou: “Como podemos nos encontrar novamente? Como pode o homem conhecer a si mesmo?”

O paradoxo de conhecer a si mesmo é que nunca termina. Apesar do esforço ser infinito, isso não significa que deva ser abandonado. Assim como viver uma vida totalmente virtuosa não é realista, devemos nos esforçar para trilhar o caminho do auto conhecimento. Como muitos empreendimentos valiosos, conhecer e entender a si mesmo é uma busca sem fim.

A realidade humana está sempre se expandindo, sempre mudando. Então, no que eu me transformo  e como eu me reconheço se estou apenas aderindo aos rótulos? É importante entender em quem estamos nos tornando, é importante entender nosso passado para que possamos nos ver numa perspectiva panorâmica, é importante assinalar qual é o eu do qual estamos tentando estar cientes, que está sempre em fluxo, sempre mudando.

Não podemos eliminar nossa solidão porque não podemos  eliminar nossa singularidade. Digo isso para justificar o meu propósito de viver cem por cento o que é minha essência e tentar ser minimamente compreendida a partir das minhas particularidades, do meu tempo e imperfeições.

Quanto melhor e com mais precisão expressarmos nosso estado interior, mais as pessoas nos entenderão. Meu objetivo implícito e explícito, é me libertar das correntes da expectativa e alcançar um estado de auto-realização, onde não exista barreira entre meus objetivos, pensamentos e capacidade de me expressar.

Às vezes, as barreiras entre nós e nossos objetivos são externas. Podemos considerar que temos barreiras técnicas, logísticas, raciais, políticas, familiares ou financeiras, entre outras, que nos impedem até mesmo de iniciar nossa busca interior. Por outro lado, podemos ter barreiras mentais internas e outras ansiedades que primeiro precisamos superar para alcançar nosso estado interior ideal.

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