Vivemos em uma era de migração em massa

ORelatório de Migração Mundial de 2022 das Nações Unidas, registra que havia 281 milhões de migrantes internacionais em 2020, o equivalente a 3,6% da população global, dos quais, 1,3 milhões residem no Brasil. O indivíduo que migra, coloca também no contexto da migração a sua autonomia para produzir sua própria história num determinado lugar, que não o seu nacional. Mal compreendidos e nem sempre aceitos, em muitos países os migrantes são frequentemente acusados pelo aumento da criminalidade, queda dos salários, falta de emprego e até da ruptura social e cultural.

18 de junho é o Dia Nacional do Migrante. Migrante é toda pessoa que se transfere do seu lugar habitual para outro lugar, região ou país. 

Sempre articulei a migração como um processo de expressão de liberdade, liberação do sofrimento, início da fuga, alimentação da esperança. É importante observar que a migração quando se dá em deslocamento forçado, em virtude de fuga de guerra, de devastação por terremotos, envolve uma decisão tomada olhando para a terra destruída, para os perigos eminentes que a situação determina, para o sofrimento decorrente do rompimento com a família, com as tradições, de um momento para outro. Além disso, trata-se de um tipo de migração que não favorece o retorno no curto prazo, e nesse ínterim se o migrante pensa, sente ou é acometido por um sentimento de saudade insuportável, pelo desejo de voltar, ele entra num momento nostálgico de reflexão: Voltar para onde?

Muitas famílias são abatidas pela tragédia dos relacionamentos que se perdem na distância e no tempo, por isso é muito importante a portaria que foi publicada em abril passado pelo governo brasileiro, sobre a concessão de autorização de residência prévia e a respectiva concessão de visto temporário para fins de reunião familiar para nacionais haitianos com vínculos familiares no Brasil.

A maioria dos migrantes fogem da miséria que lhes é familiar para se aventurarem no mundo desconhecido, onde se lançam numa travessia cujo fim desconhecem.

A falta de humanidade tem gerado notícias absolutamente devastadoras sobre a travessia de muitos migrantes. Dias atrás, na costa da Grécia, o naufrágio de barco pesqueiro lotado de migrantes, deixou cerca de 80 mortos e 500 pessoas ainda estão desaparecidas. Foi relatado que mulheres e crianças eram a maioria dos passageiros do barco. Sempre, após uma tragédia os altos comissários da ONU se reúnem em condolências, ressaltam a necessidade de punir severamente os traficantes de seres humanos e pedem aos países que abram rotas seguras de migração. No entanto, nada muda!

Os atritos provocados pela migração não são problemas novos; eles estão profundamente enraizados na história humana e me atualizando sobre os números da migração, deparei-me com um relatório, que mostra que indivíduos muito ricos também migram. Cerca de 1,2 mil brasileiros, com patrimônio avaliado em mais de US$ 1 milhão, vão migrar para outros países ainda em 2023.

Para onde vão os milionários?

Austrália é o paraíso escolhido pela maioria dos afortunados. Deve receber mais de 5,2 mil novos ricos, do mundo, em seu território.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *